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Estudo revela risco de herpes associado a canetas de emagrecimento

Estudo revela risco de herpes associado a canetas de emagrecimento

Por Redação

20/07/2026 às 22:00

Estudo revela risco de herpes associado a canetas de emagrecimento

Foto: VEJA

Uma nova pesquisa aponta que medicamentos utilizados para diabetes e obesidade podem aumentar o risco de herpes simples e herpes-zóster entre usuários.

Medicamentos conhecidos como canetas de emagrecimento, que têm revolucionado o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, podem estar associados a um aumento no risco de herpes simples e herpes-zóster. Um estudo realizado por pesquisadores de universidades de Taiwan analisou prontuários médicos de quase 100 mil pacientes diagnosticados com diabetes nos Estados Unidos entre 2015 e 2022.

A pesquisa focou nos agonistas de GLP-1, como semaglutida e liraglutida, e comparou os resultados com outras classes de medicamentos para diabetes, os inibidores de DPP-4 e SGLT-2. Através de uma técnica chamada emulação de ensaio clínico-alvo, os pesquisadores conseguiram recriar condições de um estudo controlado, pareando pacientes por idade, sexo e comorbidades.

Os resultados mostraram que os usuários de GLP-1 apresentaram um risco 39% maior de desenvolver herpes simples e 29% maior de herpes-zóster em comparação com aqueles que usavam inibidores de DPP-4. Quando comparados aos que utilizavam inibidores de SGLT-2, os riscos aumentaram em 28% para herpes simples e 18% para herpes-zóster.

Os pesquisadores observaram que pacientes mais jovens, entre 18 e 50 anos, tinham um risco 63% maior de herpes-zóster, enquanto o risco para mulheres de herpes simples chegou a 51%, um padrão não observado entre os homens. Acredita-se que fatores hormonais, como a interação do estrogênio com os receptores de GLP-1, possam explicar essa diferença.

Embora o mecanismo exato não esteja completamente esclarecido, as hipóteses incluem a ativação de uma via metabólica que pode comprometer a resposta imune, além de possíveis efeitos da rápida perda de peso e da ingestão insuficiente de nutrientes essenciais.

Uma boa notícia do estudo é que a vacinação contra herpes-zóster parece eliminar o aumento de risco em pacientes que já haviam sido vacinados. As vacinas disponíveis, como Zostavax e Shingrix, mostraram proteção equivalente. Portanto, é recomendado que pacientes em tratamento com GLP-1 se vacinem contra herpes-zóster, especialmente aqueles a partir dos 18 anos com doenças crônicas como diabetes.

Fonte: VEJA

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