Ciro Nogueira enfrenta dificuldades na reeleição ao Senado no Piauí
Por Redação
21/07/2026 às 21:03

Foto: VEJA
Pesquisa revela que Ciro Nogueira está em segundo lugar, empatado com um aliado do PT, enquanto a chapa do governo Lula lidera as intenções de voto.
Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas (PP), possui 15,3% das intenções de voto para a reeleição ao Senado pelo Piauí, conforme pesquisa Atlas/Meio Norte divulgada nesta terça-feira, 21. O atual senador está em uma posição delicada, pois corre o risco de interromper um ciclo de mais de 30 anos no Congresso.
Na pesquisa, Nogueira está tecnicamente empatado com o deputado federal Júlio César (PSD), que conta com 14,7% das intenções de voto. A liderança na corrida ao Senado é do senador Marcelo Castro (MDB), que busca a reeleição e tem 20,4% do eleitorado apoiando sua candidatura.
Os candidatos Marcelo Castro e Júlio César fazem parte de uma chapa com o PT, que tem o governador Rafael Fonteles como líder nas pesquisas para a reeleição em 2026. Essa aliança pode resultar na primeira ausência de Ciro Nogueira no Congresso desde 1995, além de deixá-lo sem aliados próximos no governo estadual.
Intenções de voto para o Senado no Piauí
- Marcelo Castro (MDB): 20.4%
- Ciro Nogueira (PP): 15.3%
- Júlio César (PSD): 14.7%
- Tiago Junqueira (PL): 6.9%
- Dionísio Piauí (DC): 3.0%
- Antônio Barros (Novo): 2.7%
- Pedro Laurentino (UP): 1.4%
- Francinaldo Leão (PSOL): 1.3%
- Ravenna Castro (Democrata): 1.3%
- Jorge Lopes (PSDB): 0.8%
- Major Paulo Roberto (Mobiliza): 0.7%
- Pastor Sena (Avante): 0.1%
- Weslley Demes (Podemos): 0.1%
- Voto branco/nulo: 14.8%
- Não sei: 16.3%
A pesquisa foi realizada com 1.188 entrevistados entre os dias 15 e 20 de julho de 2026, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código PI-05787/2026.
Além das dificuldades nas intenções de voto, Ciro Nogueira também enfrenta desafios legais. Em maio de 2026, ele se tornou alvo de investigação da Polícia Federal por suspeitas de recebimento de propina de Daniel Vorcaro, do Banco Master, em troca de apoio a legislações favoráveis. As apurações indicam que Nogueira teria recebido depósitos de pelo menos R$ 300.000 mensais entre 2024 e 2025, além de viagens luxuosas à Europa custeadas pelo banco.
Fonte: VEJA
Relacionadas
Servidores da Abin pedem aprovação de novo Marco Legal da Inteligência
21/07/2026 às 21:33
Por Redação
Mais Lidas


