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Quadrilha de roubo e revenda de medicamentos oncológicos é desmantelada

Quadrilha de roubo e revenda de medicamentos oncológicos é desmantelada

Por Redação

21/07/2026 às 17:32

Atualizado em 21/07/2026 às 17:33

Quadrilha de roubo e revenda de medicamentos oncológicos é desmantelada

Foto: VEJA

Operação Metástase prendeu cinco pessoas e revelou um esquema que movimentou R$ 33 milhões entre 2025 e 2026.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou a Operação Metástase nesta terça-feira, 21, para desarticular uma quadrilha suspeita de roubar e revender medicamentos contra o câncer. O grupo, que movimentou mais de R$ 33 milhões em um ano, foi identificado como uma organização criminosa sofisticada e violenta.

Cinco membros da quadrilha foram presos, incluindo o líder Stefano Mantovani Fernandes, conhecido por seu histórico em roubos de carga. Especializada em medicamentos oncológicos e imunossupressores de alto valor, a quadrilha armazenava as cargas roubadas no Complexo da Maré e as revendia por meio de empresas de fachada e transportadoras.

A investigação revelou que o grupo participava de licitações para fornecer medicamentos a hospitais públicos, oferecendo preços inferiores aos do mercado regular. Isso permitia a inserção de produtos de origem criminosa na cadeia legítima de fornecimento.

A quadrilha era estruturada em quatro núcleos: os responsáveis pelos roubos, um núcleo logístico-financeiro intermediário, um núcleo logístico-financeiro final e um núcleo de suporte territorial, que contava com a colaboração do Terceiro Comando Puro (TCP), uma das maiores facções do estado.

A Polícia Civil também identificou membros da quadrilha que aliciavam funcionários de transportadoras para obter informações sobre rotas e cargas, além de localizar 25 empresas de fachada em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará, todas envolvidas no esquema.

A atuação dessa quadrilha representa uma séria ameaça à saúde pública, uma vez que medicamentos oncológicos e imunossupressores requerem rigoroso controle de temperatura e armazenamento. O transporte inadequado pode comprometer a eficácia dos medicamentos, além de gerar riscos à saúde dos pacientes.

Fonte: VEJA

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