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Corinthians fecha polêmico patrocínio com plataforma de conteúdo adulto

Corinthians fecha polêmico patrocínio com plataforma de conteúdo adulto

Por Redação

21/07/2026 às 18:31

Corinthians fecha polêmico patrocínio com plataforma de conteúdo adulto

Foto: VEJA

O contrato de R$ 22 milhões até 2027 gera controvérsias ao associar o clube a uma empresa de conteúdo erótico.

O Corinthians firmou um contrato de patrocínio com a Fatal Fans, uma plataforma de venda de conteúdo adulto por assinatura, o que gerou uma intensa discussão nas redes sociais. Avaliado em R$ 22 milhões até o final de 2027, o acordo pode chegar a R$ 31 milhões caso seja renovado até 2028. A marca da Fatal Fans será exibida nos calções do time masculino de futebol, nas costas do uniforme de basquete e na barra da camisa de futsal.

A equipe feminina, no entanto, foi excluída da parceria, visando evitar a associação das atletas a uma plataforma sexualizada. O presidente do clube, Osmar Stabile, defendeu o acordo como uma necessidade de diversificação de receitas, em meio a uma dívida que se aproxima de R$ 3 bilhões.

A Fatal Fans, parte do grupo Atlas Technologies, que também administra o site de acompanhantes Fatal Model, vê no Corinthians uma maneira de ampliar sua visibilidade nacional. Contudo, a decisão provocou uma forte reação entre torcedores e críticos, colocando em questão os limites da publicidade esportiva no Brasil.

Educadores e ativistas foram os primeiros a se manifestar, levantando preocupações sobre o impacto do esporte sobre o público jovem. Uma petição online contra anúncios de plataformas adultas em locais esportivos já conta com mais de 22 mil assinaturas. Educadoras como Sheylli Caleffi e Larissa Agostini afirmam que esse tipo de publicidade legitima o consumo precoce de conteúdo erótico e fere a proteção prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Além disso, parlamentares, incluindo Sâmia Bomfim, Marina Helou e Marina Bragante, apresentaram propostas de lei para proibir a publicidade de plataformas de conteúdo adulto em esportes e espaços públicos. Eles argumentam que esses anúncios podem causar danos sociais, assim como já ocorre com as restrições impostas às indústrias de álcool e tabaco.

Atualmente, especialistas em direito afirmam que não há legislação federal que proíba explicitamente esse tipo de patrocínio, criando um dilema entre a liberdade econômica e a proteção à infância. Para o Corinthians, um clube de forte apelo popular e tradição democrática, a situação representa o desafio de equilibrar a necessidade de sobrevivência financeira com a responsabilidade social esperada por seus torcedores.

Fonte: VEJA

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