CBF implementa tecnologia de impedimento semiautomático no Brasileirão
Por Redação
21/07/2026 às 20:09

Foto: VEJA
A partir de 25 de julho, a Série A contará com um sistema que promete acelerar a verificação de impedimentos e reduzir polêmicas.
O Campeonato Brasileiro dará um importante passo tecnológico a partir do dia 25 de julho, com a introdução do impedimento semiautomático. Essa nova ferramenta, que demandou um investimento de cerca de 40 milhões de reais, visa proporcionar análises mais precisas e decisões até 33% mais rápidas.
Com a instalação de dezenas de câmeras inteligentes em 20 estádios, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) espera eliminar as longas pausas e as controvérsias que marcaram a era do VAR tradicional, promovendo uma nova fase de transparência no futebol nacional. O sistema será utilizado na 20ª rodada do campeonato, que marca o início do returno da Série A, e os primeiros jogos a contar com a tecnologia serão Athletico-PR contra Internacional, e Santos contra Chapecoense, ambos às 18h30.
Com essa iniciativa, o Brasil se alinha a ligas de futebol de prestígio mundial, como a Premier League e a Copa do Mundo. O sistema desenvolvido pela Genius Sports rastreia os jogadores e a bola em tempo real, utilizando entre 28 e 32 câmeras por estádio, que capturam as partidas em resolução 4K a 100 quadros por segundo. Os dados gerados alimentam um software de inteligência artificial, que cria uma réplica tridimensional instantânea do lance, identifica o momento do passe e traça a linha de impedimento com uma margem de erro de apenas um centímetro.
Apesar da automação, a decisão final continua sendo feita por humanos. O sistema, por ser semiautomático, apenas sugere visualmente o lance, sendo responsabilidade da equipe de arbitragem na Central do VAR, localizada no Rio de Janeiro, validar e confirmar a marcação.
O investimento em um projeto dessa magnitude foi significativo, com a instalação de cada sistema custando aproximadamente 100 mil dólares por estádio. A CBF gerenciou a implementação em 19 das arenas que recebem jogos da Série A, com a exceção da Arena Barueri, onde o Palmeiras arcará com os custos para assegurar a tecnologia em seu mando alternativo.
A principal mudança percebida por torcedores será a maior fluidez nas partidas, com a expectativa de redução das longas conferências manuais sobre impedimentos, frequentemente fonte de tensão e reclamações. Dados de ligas que já adotaram essa tecnologia indicam uma diminuição de cerca de 33% no tempo de revisão de lances, devolvendo um ritmo mais ágil ao jogo.
Além disso, a CBF estabeleceu um protocolo para lidar com possíveis falhas no sistema. Em caso de pane, árbitros e a fornecedora devem informar imediatamente os treinadores e capitães em campo, além de comunicar a torcida e a transmissão. Nesses casos, a arbitragem retornará ao método manual de verificação de impedimentos, como era feito antes da 20ª rodada.
Fonte: VEJA
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