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Alerj solicita esclarecimentos sobre risco de interrupção de serviços da Trens-RJ

Alerj solicita esclarecimentos sobre risco de interrupção de serviços da Trens-RJ

Por Redação

29/07/2026 às 09:03

Atualizado em 29/07/2026 às 10:21

Alerj solicita esclarecimentos sobre risco de interrupção de serviços da Trens-RJ

Foto: VEJA

Deputado requer informações sobre dívidas da SuperVia e impacto nos serviços ferroviários.

O presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Dionísio Lins (Progressistas), fez um pedido de informações à Trens-RJ devido à possibilidade de interrupção de serviços essenciais para a operação dos trens na cidade. Essa ameaça surge em decorrência de uma dívida de cerca de R$ 15 milhões deixada pela SuperVia, antiga concessionária que encerrou suas atividades em maio deste ano por crise financeira.

A SuperVia, que operou por quase três décadas, não é mais responsável pelas dívidas, conforme os termos do contrato com o consórcio Nova Via Mobilidade, que utiliza a marca Trens-RJ. Esse contrato foi homologado em fevereiro pela 6ª Vara Empresarial, e a nova concessionária assumiu as operações em 30 de maio, quando as dívidas foram contraídas.

Dionísio Lins requisitou esclarecimentos sobre as responsabilidades da Trens-RJ e do governo do estado, além de um planejamento para a quitação da dívida. O deputado também questionou sobre os custos necessários para a manutenção dos serviços, incluindo frota e equipamentos. Adicionalmente, ele solicitou planos de contingência para emergências e crises, visando minimizar os impactos nos passageiros em caso de problemas técnicos.

Outro ponto levantado foi a necessidade de propostas para reduzir e prevenir assaltos no sistema ferroviário, uma atribuição do governo estadual. Atualmente, apenas policiais do Grupamento de Policiamento Ferroviário estão responsáveis pela segurança nas estações e plataformas. Um levantamento da Trens-RJ revelou que pelo menos 14 estações estão situadas em áreas de risco controladas pelo crime organizado, e a malha ferroviária abrange 179 comunidades, onde assaltos e arrastões são frequentes.

Fonte: VEJA

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