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A psicóloga britânica Sam Akbar discute como a obra clássica grega pode contribuir para a saúde mental e o autoconhecimento.
A psicóloga britânica Sam Akbar, especialista em autodesenvolvimento e saúde mental, apresenta em seu novo livro, O Mindset da Odisseia, uma análise das lições que podem ser extraídas de A Odisseia, um dos pilares da literatura ocidental. Publicado pela editora BestSeller, a obra propõe uma reflexão sobre a importância de contar a própria história de vida como forma de recuperação emocional e autoconhecimento.
Em entrevista, Akbar destaca o episódio dos feácios, onde Odisseu narra sua trajetória pela primeira vez. Segundo a autora, esse momento simboliza uma forma de terapia, permitindo que o personagem assuma o controle sobre sua narrativa, ao invés de ser dominado por ela. "Contar a própria história é essencial para a recuperação pessoal", afirma.
Akbar também enfatiza a relevância do conceito grego de xenia, que se refere à hospitalidade e amizade. Para ela, essa ideia é fundamental em uma sociedade contemporânea que frequentemente vê o estranho como uma ameaça. A autora argumenta que a hospitalidade deve ser entendida como uma obrigação social, essencial para a convivência civilizada.
A psicóloga acredita que outras personagens da obra, como Penélope, também servem como exemplos valiosos de autodesenvolvimento. Apesar de suas limitações, Penélope demonstra inteligência e resiliência, mantendo sua identidade e valores em meio às adversidades.
Akbar sugere que a Odisseia ilustra a complexidade da personalidade humana, apresentando Odisseu como uma figura multifacetada, refletindo a ideia moderna de que a personalidade é um sistema dinâmico composto por várias partes. Essa visão, segundo a autora, é essencial para o entendimento da evolução pessoal e da saúde psicológica.
Com O Mindset da Odisseia, Sam Akbar convida os leitores a redescobrir a sabedoria dos antigos gregos e a aplicar esses ensinamentos em suas vidas, promovendo uma cultura de aceitação e compreensão das diferenças.
Fonte: VEJA
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Por Redação
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