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Disputa judicial pela herança de Raul Jungmann envolve viúva, ex-esposa e filhos
Disputa judicial pela herança de Raul Jungmann envolve viúva, ex-esposa e filhos
Por Redação
29/07/2026 às 08:00

Foto: VEJA
A morte do ex-ministro Raul Jungmann desencadeou uma complexa batalha judicial entre sua viúva, ex-esposa e filhos, marcada por acusações de manipulação e fraudes.
A herança do ex-ministro Raul Jungmann, falecido em janeiro aos 73 anos, está gerando uma intensa disputa nos tribunais de Brasília. Patricia Monteiro da Costa, mãe de seus dois filhos, protocolou um pedido de abertura de testamento, enquanto Nathalie Kuperman, sua viúva, contesta a validade desse processo.
Nathalie alega ter se casado com Jungmann em dezembro de 2021 sob regime de comunhão parcial de bens. O ex-ministro ocupou importantes cargos no governo, incluindo o de ministro da Defesa e da Segurança Pública, e tinha um patrimônio estimado em pelo menos sete milhões de reais, adquirido em grande parte durante o casamento.
A disputa se intensificou após o diagnóstico de câncer agressivo que Jungmann recebeu, levando a um clima familiar tenso. Nathalie relata que os filhos, Bruno e Julia, não aceitaram a nova união do pai e pressionaram-no a transferir seu patrimônio em favor deles. Em uma das situações, Bruno teria invadido o apartamento do casal em Brasília para retirar pertences da madrasta durante uma viagem de trabalho do pai.
Além disso, Nathalie afirma que, sob pressão dos filhos, Jungmann foi levado a assinar uma procuração para um divórcio que foi judicializado em novembro de 2025, pouco antes de sua morte. O divórcio foi decretado em dezembro do mesmo ano, mas a defesa de Nathalie sustenta que não houve partilha de bens e que ela tem direito a metade do patrimônio adquirido durante o casamento.
Curiosamente, nove dias antes de falecer, uma escritura de união estável foi registrada entre Jungmann e Patricia, afirmando que viveram juntos de 1986 a 2021, o que contraria a realidade dos relacionamentos do ministro após a separação.
A juíza Luisa Abrão Machado negou o pedido de Nathalie para ser reconhecida como inventariante, considerando-a divorciada na abertura da ação de inventário. Além disso, a maioria dos desembargadores da Justiça de Brasília validou o divórcio de Nathalie e Raul, o que complicou ainda mais a situação da viúva.
Fonte: VEJA
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