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Resultados positivos da caneta retatrutida em estudos de emagrecimento e saúde cardíaca
Resultados positivos da caneta retatrutida em estudos de emagrecimento e saúde cardíaca
Por Redação
23/07/2026 às 15:00

Foto: VEJA
A Eli Lilly apresentou dados promissores sobre a retatrutida, um medicamento que atua no controle do peso, diabetes e saúde do coração.
A Eli Lilly, farmacêutica americana, revelou nesta quinta-feira, 23, os resultados preliminares de dois estudos de fase final sobre a retatrutida, uma caneta de aplicação semanal que ativa três vias hormonais simultaneamente. Este medicamento experimental demonstrou ser o mais eficaz até o momento para perda de peso, com redução de até 30% do peso corporal.
Os estudos, que ainda terão suas análises completas apresentadas em congressos médicos e publicadas em periódicos revisados por pares, focaram em três áreas: controle do diabetes, emagrecimento e proteção cardiovascular.
O primeiro estudo, denominado TRIUMPH-2, durou um ano e meio e contou com 1.152 participantes, todos com diabetes tipo 2 e obesidade ou sobrepeso. Eles receberam doses de 4 mg, 9 mg, 12 mg ou placebo semanalmente. O objetivo principal era medir a porcentagem de redução de peso, enquanto o secundário avaliou a hemoglobina glicada, que reflete os níveis de glicose no sangue.
O segundo estudo, TRIUMPH-3, também de fase 3, envolveu 1.949 pessoas com obesidade e doenças cardiovasculares pré-existentes. Neste estudo, cerca de 30% dos participantes também tinham diabetes tipo 2, permitindo uma análise mais abrangente dos efeitos da retatrutida.
Os resultados do TRIUMPH-2 mostraram que as doses de 4 mg, 9 mg e 12 mg resultaram em perdas de peso de 12,7%, 19,1% e 20,8%, respectivamente, em 80 semanas, comparado a 4% no grupo placebo. Além disso, houve quedas significativas nos níveis de hemoglobina glicada.
No TRIUMPH-3, as doses de 9 mg e 12 mg proporcionaram perdas de peso de 21,6% e 22,6%, respectivamente, em comparação a 3,2% no placebo. Os participantes também apresentaram reduções consideráveis em triglicerídeos, colesterol, pressão arterial, circunferência da cintura e proteína C-reativa, um marcador inflamatório associado ao risco cardiovascular.
Os estudos também monitoraram eventos cardiovasculares graves, mostrando que a retatrutida é segura para os pacientes, o que é crucial para aqueles com histórico de problemas cardíacos. Um novo estudo está sendo realizado para avaliar a segurança cardiovascular e a capacidade da retatrutida em reduzir o risco de eventos, com resultados esperados para após 2027.
Os efeitos adversos mais comuns incluíram diarreia, náusea, constipação, perda de apetite e vômitos, geralmente leves a moderados. As taxas de descontinuação devido a efeitos colaterais variaram entre 3,8% e 13,5%, dependendo da dose e do estudo, sendo superior ao placebo, que apresentou taxas entre 4,8% e 4,9%.
Apesar dos resultados animadores, é importante ressaltar que a retatrutida ainda não possui registro nas principais agências regulatórias, como o FDA nos EUA, EMA na Europa e Anvisa no Brasil. A Anvisa já determinou a apreensão de produtos irregulares vendidos com o nome da substância no Brasil. A Eli Lilly planeja solicitar a aprovação do FDA no primeiro trimestre de 2027, e a liberação no Brasil dependerá do registro junto à Anvisa, um processo que pode levar de um a dois anos após a aprovação internacional.
Fonte: VEJA
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