
Foto: VEJA
O aumento da expectativa de vida no Brasil traz preocupações sobre saúde e previdência.
A expectativa de vida do brasileiro, que era de aproximadamente 60 anos há 50 anos, agora alcança 76,6 anos, segundo o IBGE. Esse aumento, resultado de políticas como a criação do SUS e campanhas de vacinação, gera preocupações, especialmente com o crescimento da população idosa, que afeta os sistemas de saúde e previdência social.
O envelhecimento está associado a um maior risco de doenças crônicas, como as cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão, obesidade e câncer. O aumento da população idosa pode comprometer a sustentabilidade do sistema, uma vez que o número de pessoas ativas que contribuem para a previdência é inferior ao de idosos. A medicina preventiva se torna essencial, pois tratar doenças é caro, enquanto a prevenção é uma alternativa mais econômica.
Adotar hábitos saudáveis é fundamental. O tabagismo, sedentarismo e alimentação inadequada têm impactos negativos na saúde, que se manifestam cada vez mais cedo. Embora a alimentação saudável e a prática de exercícios sejam escolhas pessoais, as condições sociais influenciam essas decisões. A desigualdade social reflete-se na maior incidência de obesidade entre as populações de baixa renda, que frequentemente consomem alimentos ultraprocessados.
Iniciativas governamentais já tentam reduzir a presença de alimentos pouco saudáveis na merenda escolar, mas é necessário implementar mais políticas que promovam uma alimentação saudável, como a redução de impostos sobre alimentos frescos e a criação de programas de cozinhas comunitárias e hortas urbanas.
Outro desafio é o sedentarismo, que resulta da vida moderna e do tempo excessivo diante de telas. A prática de atividade física deve ser incentivada, visto que a inatividade gera consequências graves, como distúrbios metabólicos e doenças cardiovasculares. O poder público deve criar ambientes que favoreçam um estilo de vida ativo, com parques, ciclovias e aulas de ginástica gratuitas.
Estudos indicam que a inatividade física gerou um custo significativo ao SUS, e a prevenção pode liberar recursos para inovações na saúde. Além de benefícios econômicos, a prática de exercícios melhora a qualidade de vida, retarda o declínio cognitivo e fortalece relações sociais, importantes para a longevidade.
À medida que a população envelhece, a necessidade de cuidados de longa duração aumentará, passando de 5 milhões para cerca de 17 milhões até 2050, segundo o Ipea. A sociedade precisa avançar no debate sobre a longevidade saudável, incorporando a cultura da prevenção e o planejamento financeiro para a nova etapa da vida.
Fonte: VEJA
Relacionadas
O crescimento do preconceito contra argentinos nas redes sociais
23/07/2026 às 16:30
Por Redação
Resultados positivos da caneta retatrutida em estudos de emagrecimento e saúde cardíaca
23/07/2026 às 15:00
Por Redação
Mais Lidas


