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O Ministério Público Federal investiga a ausência de relatórios sobre monitoramento ambiental nas usinas Angra 1, 2 e 3 desde 2018.
A Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, que abriga as usinas nucleares Angra 1, Angra 2 e Angra 3, não disponibiliza Relatórios de Monitoramento Radiológico Ambiental desde 2018. O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito na semana passada para apurar essa falta de dados, que pode comprometer a segurança de uma das regiões mais bonitas do litoral brasileiro.
A investigação também se volta à Eletronuclear, que decretou sigilo sobre informações relacionadas a "relatórios de eventos não usuais" e à escala INES, que classifica a gravidade de ocorrências nucleares em sete níveis.
Em resposta ao inquérito, a Eletronuclear afirmou que as informações veiculadas pela revista Veja são incorretas. Segundo a empresa, os relatórios são enviados regularmente à Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em conformidade com as exigências da Licença de Operação da Central. A Eletronuclear também destacou que possui documentação que comprova esses envios.
A empresa contestou a alegação de que não teria atendido solicitações do MPF, afirmando que não recebeu requisições formais sobre o assunto. Em decorrência das informações imprecisas, a Eletronuclear pediu que a revista corrija a matéria, reafirmando seu compromisso com a segurança nuclear e a transparência.
Fonte: VEJA
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