Metformina pode reduzir risco de demência, aponta estudo
Por Redação
27/07/2026 às 07:00
Atualizado em 27/07/2026 às 10:03

Foto: VEJA
Pesquisas recentes sugerem que a metformina, medicamento utilizado no tratamento do diabetes, pode ter efeitos positivos na saúde cerebral.
A metformina, amplamente utilizada para controlar os níveis de glicose no sangue e melhorar a resposta à insulina em pacientes com diabetes tipo 2, tem mostrado novos potenciais benefícios, incluindo a possibilidade de redução do risco de demência.
Dados apresentados durante o congresso da American Diabetes Association (ADA) revelaram que indivíduos com pré-diabetes que receberam metformina apresentaram 58% menos chances de desenvolver demência em comparação àqueles que tomaram placebo. A pesquisa envolveu 1.483 participantes, com idade média de 74 anos, acompanhados entre 2022 e 2024.
Este estudo é uma continuação de uma investigação mais abrangente sobre o impacto de mudanças no estilo de vida e o uso de metformina na prevenção da progressão do pré-diabetes para diabetes tipo 2. Os pesquisadores notaram melhorias no desempenho cognitivo entre os usuários de metformina ao longo do tempo, corroborando evidências acumuladas ao longo de mais de duas décadas.
Embora os achados sejam promissores, os autores do estudo alertam que o número de casos de demência avaliados ainda é pequeno, e mais pesquisas são necessárias para confirmar esses resultados. A relação entre saúde metabólica e saúde cerebral já é bem documentada, com estudos anteriores indicando que diabetes e pré-diabetes estão associados a um maior risco de comprometimento cognitivo.
Pesquisadores estão investigando a conexão entre alterações metabólicas e doenças neurodegenerativas, como Alzheimer. Embora a metformina não tenha aprovação para a prevenção ou tratamento de demência, os dados apresentados contribuem para a compreensão de como a saúde metabólica pode influenciar a função cognitiva.
À medida que a população envelhece e as doenças neurodegenerativas se tornam mais prevalentes, explorar a relação entre metabolismo e saúde cerebral se torna cada vez mais relevante na busca por qualidade de vida e longevidade.
Fonte: VEJA


