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O XCOPRI, à base de cenobamato, é o primeiro da sua classe aprovado no país e visa ajudar adultos com epilepsia resistente a tratamentos convencionais.
Um novo tratamento para epilepsia, capaz de eliminar totalmente as crises em alguns pacientes, será lançado no Brasil em agosto. O XCOPRI, que contém cenobamato, é indicado para adultos que sofrem de epilepsia farmacorresistente, uma condição em que os episódios persistem mesmo após o uso de múltiplos medicamentos. Este é o primeiro medicamento dessa classe autorizado pela Anvisa, que concedeu a aprovação em março de 2026.
O preço do medicamento foi estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) em julho, e a comercialização ficará a cargo da Eurofarma, que oferecerá o produto nas dosagens de 12,5 mg, 50 mg, 100 mg e 200 mg.
O cenobamato apresenta resultados promissores em estudos clínicos, onde demonstrou uma redução significativa na frequência das crises focais: 55,6% na dose de 200 mg por dia e 65% na de 400 mg por dia. Além disso, entre 21% e 28,3% dos participantes conseguiram ficar completamente livres das crises durante o tratamento, um resultado raro para pacientes com essa condição.
Após um ano de tratamento, 79,6% dos pacientes apresentaram uma redução de pelo menos 50% nas crises, com 36,6% sem episódios. Após dois anos, 80% mantiveram essa redução, enquanto 30,9% continuaram livres de crises. Esses dados sugerem que os benefícios do tratamento podem ser duradouros para os pacientes com epilepsia de difícil controle.
O que caracteriza a epilepsia farmacorresistente são as crises que persistem mesmo após o uso de diferentes anticonvulsivantes. O cenobamato é especificamente indicado para crises focais, que se originam em áreas específicas do cérebro.
O medicamento já é comercializado em outros países da América Latina, como Chile e Peru, através de um acordo com a farmacêutica sul-coreana SK Biopharmaceuticals. Ele atua de maneira distinta dos anticonvulsivantes tradicionais, combinando a modulação de canais de sódio e o aumento da ação do GABA, um neurotransmissor que inibe a atividade elétrica excessiva do cérebro, reduzindo assim a probabilidade de crises.
Renata Campos, CEO Brasil da Eurofarma, destaca a importância do cenobamato para pacientes que antes não tinham acesso a tratamentos inovadores, afirmando que a nova opção terapêutica pode melhorar significativamente a qualidade de vida e a autonomia dos pacientes.
No Brasil, a epilepsia é uma das doenças neurológicas crônicas mais comuns, afetando entre 2 e 3 milhões de pessoas. Na América Latina e no Caribe, mais de 6 milhões convivem com a condição, e mais de 60% não recebem o tratamento adequado.
Fonte: VEJA
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