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O clássico da literatura ocidental é analisado em um novo livro que aborda propósito e resiliência.
O que uma narrativa com origem há mais de 2.800 anos ainda pode nos ensinar? Sam Akbar, psicóloga britânica e especialista em estudos clássicos, apresenta diversas reflexões sobre isso. A Odisseia, de Homero, vai além de ser um marco da literatura; é um verdadeiro compêndio sobre a psicologia humana.
Com o lançamento recente de seu livro, O Mindset da Odisseia, publicado pela Editora BestSeller, Akbar convida os leitores a reinterpretar os ensinamentos do clássico. A obra combina análise literária, psicologia clínica e elementos de autoajuda, explorando o que podemos aprender com a jornada de Ulisses, também conhecido como Odisseu.
As aventuras de Ulisses revelam não apenas desafios, mas também as aspirações e decisões que moldam a experiência humana. Por exemplo, sua estadia com a deusa Calipso, após um naufrágio, simboliza a armadilha da zona de conforto. A superação do Ciclope representa a luta contra o ego, enquanto o canto das sereias alude a ilusões sobre um passado idealizado. A passagem entre Cila e Caríbdis ressalta que todas as escolhas envolvem tanto benefícios quanto sacrifícios.
Akbar enfatiza que a trajetória de sucesso raramente é linear. Ulisses assume vários papéis em sua jornada: é o estrategista que concebe o cavalo de Troia, o capitão desesperado, o "ninguém" que escapa da morte, o narrador que transforma experiências e o mendigo que demonstra humildade. Sua jornada de Troia a Ítaca oferece lições valiosas de psicologia e resiliência que permanecem relevantes nos dias atuais.
Fonte: VEJA
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