Médicos podem ser punidos por prescrever Mounjaro falsificado
Por Redação
07/08/2026 às 08:30
Atualizado em 07/08/2026 às 10:31

Foto: VEJA
O Conselho Federal de Medicina proíbe a prescrição de tirzepatida sem registro na Anvisa.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou uma nota informando que é proibido a médicos prescrever ou aplicar medicamentos à base de tirzepatida, como o Mounjaro, que não possuam registro sanitário válido na Anvisa. Essa medida visa combater o aumento do contrabando e a venda ilegal de canetas emagrecedoras no Brasil.
A proibição se estende a qualquer medicamento que não tenha seguido a legislação brasileira para importação e comercialização, incluindo fórmulas manipuladas que não atendam às normas vigentes. O CFM alerta que o uso da consulta médica para facilitar a obtenção de tais substâncias é inaceitável.
Recentemente, operações da Polícia Federal revelaram esquemas de importação e manipulação ilegal de tirzepatida, resultando em apreensões significativas e até a interdição de farmácias que não seguiam as regras. Uma pesquisa da Scanntech indicou que cerca de 50% das canetas emagrecedoras disponíveis no país podem ter origem em canais ilegais.
O único medicamento de tirzepatida com registro na Anvisa é o Mounjaro, fabricado pela Eli Lilly. A Anvisa permite, em situações excepcionais, a manipulação da substância, desde que as farmácias sigam rigorosos critérios de rastreabilidade e qualidade.
Os médicos que não respeitarem essas diretrizes poderão enfrentar sanções ético-profissionais e até repercussões legais. A preocupação do CFM se deve aos riscos que produtos sem controle adequado podem representar para os pacientes, como contaminação e dosagens incorretas.
A crescente demanda por medicamentos para emagrecimento, impulsionada por redes sociais e preços menores nas versões contrabandeadas, dificulta o controle dessa situação apenas com fiscalização. Com essa nova regulamentação, o CFM busca evitar que receitas médicas sejam utilizadas para legalizar o acesso a produtos sem garantias de segurança.
Fonte: VEJA


