Vistos de brasileiros para os EUA: impactos do governo Trump
Por Redação
03/08/2026 às 07:30
Atualizado em 03/08/2026 às 09:33

Foto: VEJA
Levantamento revela variações nas taxas de aprovação de vistos brasileiros nos EUA, destacando categorias de trabalho e estudo.
O primeiro ano da gestão de Donald Trump teve efeitos distintos sobre os vistos de brasileiros para os Estados Unidos, de acordo com um levantamento da Jumpstart, consultoria especializada em imigração. Os dados obtidos do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) e do Departamento de Estado mostram que o visto O-1, destinado a indivíduos com reconhecimento excepcional em suas áreas, alcançou uma taxa de aprovação de 93,1% em 2025, com mais de 34 mil solicitações analisadas. Por sua vez, o visto H-1B, voltado para profissionais em setores especializados, obteve uma taxa de aprovação de 97,8% no primeiro semestre do ano.
No entanto, a busca por residência permanente se tornou mais desafiadora. Apesar de um grande número de brasileiros ainda se interessar por categorias como EB-1A, que atende pessoas com habilidades extraordinárias, e EB-2 NIW, destinada a profissionais cuja atuação é de interesse nacional, as taxas de aprovação caíram ao longo do ano. Para o EB-1A, a taxa de aceitação despencou de 31,4% no primeiro trimestre para 17,6% no último. Já no EB-2 NIW, a queda foi ainda mais acentuada, passando de 14,7% para 4,9% no mesmo período.
A situação dos vistos para estudantes apresentou um impacto imediato. Em maio de 2025, os EUA suspenderam temporariamente novos agendamentos para vistos acadêmicos e de intercâmbio, uma decisão que afetou muitos brasileiros prestes a iniciar o ano letivo. Em junho, as emissões de vistos F-1 para estudantes brasileiros caíram 52% em relação ao ano anterior, embora tenham se recuperado no mês seguinte.
No setor de turismo, a diminuição foi menos acentuada. Durante os primeiros meses de 2025, a quantidade de vistos B-1/B-2 emitidos para brasileiros caiu, mas a taxa anual de aprovação continuou acima de 85%, próximo aos níveis históricos. Isso indica uma redução no número total de vistos emitidos, mas não um aumento significativo nas recusas.
Fonte: VEJA
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