Um em cada cinco brasileiros não sabe como agir em caso de parada cardíaca
Por Redação
29/09/2026 às 12:00

Foto: VEJA
Pesquisa da Sociedade de Cardiologia de São Paulo revela que 20% da população não sabe a quem recorrer em emergências cardíacas.
Um estudo realizado pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) demonstrou um dado alarmante: 20% da população não sabe como agir em situações de parada cardíaca. A pesquisa, que abrangeu diversas cidades do interior paulista, revelou que 17% dos homens e 21% das mulheres não teriam noção do que fazer em uma emergência desse tipo.
A parada cardiorrespiratória é uma das situações médicas mais críticas, exigindo uma resposta imediata. Anualmente, cerca de 300 mil brasileiros enfrentam esse problema, tanto em ambientes hospitalares quanto fora deles. O tempo é crucial; a cada minuto que passa sem atendimento, as chances de sobrevivência da vítima diminuem em cerca de 10%. Quando a reanimação cardiopulmonar (RCP) é iniciada nos primeiros cinco minutos, a taxa de sobrevivência pode variar entre 50% e 70%.
É importante notar que parada cardíaca e infarto não são a mesma coisa. O infarto ocorre quando o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco é bloqueado, enquanto a parada cardíaca se dá quando o coração falha em bombear sangue adequadamente, paralisando a circulação para órgãos vitais, especialmente o cérebro.
Além de infartos, outros fatores como arritmias, choques elétricos e traumas também podem causar paradas cardíacas. Quando isso acontece, a pessoa geralmente perde a consciência, não responde a estímulos e pode apresentar respiração irregular. Sem oxigênio, danos cerebrais irreversíveis podem ocorrer em poucos minutos, tornando o atendimento rápido fundamental.
A prevenção de paradas cardíacas está ligada ao controle de doenças cardiovasculares, o que inclui manter a pressão arterial e o colesterol sob controle, praticar exercícios, ter uma alimentação saudável, evitar o tabagismo e realizar check-ups médicos regulares.
Contudo, mesmo com medidas preventivas, emergências podem ocorrer. Nesses momentos, qualquer pessoa pode fazer a diferença. Reconhecer rapidamente a parada cardíaca, acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo telefone 192 e iniciar a RCP são passos essenciais. Mesmo quem não possui treinamento pode realizar compressões torácicas firmes no centro do peito.
Em locais com desfibriladores externos automáticos (DEA), é importante utilizá-los seguindo as instruções sonoras, já que esses dispositivos são projetados para uso por leigos. A capacitação da população para reconhecer e agir em casos de parada cardíaca aumenta significativamente as chances de sobrevivência, destacando a importância de treinamentos em escolas, empresas e espaços públicos.
O conhecimento transforma testemunhas em protagonistas no atendimento inicial a vítimas de paradas cardíacas.
Fonte: VEJA


