Suspeitas de Moraes contra André Mendonça têm origem em delação não aceita
Por Redação
19/09/2026 às 10:49

Foto: VEJA
O advogado José Luís de Oliveira Lima procurou o ministro do STF André Mendonça para discutir uma proposta de delação, que foi rejeitada por omitir informações importantes.
No início de 2023, o advogado José Luís de Oliveira Lima, que fazia parte da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, se reuniu com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apresentar uma proposta de delação premiada relacionada ao antigo dono do Banco Master. Contudo, essa proposta foi considerada insuficiente pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, pois não abordava a suposta relação entre o delator e o ministro Alexandre de Moraes.
Em junho, durante uma sessão do STF, Mendonça revelou que não considerou a proposta, afirmando que ela carecia de informações cruciais e que não aceitaria uma delação seletiva. A situação se agravou quando o advogado relatou o episódio a outro ministro, apresentando uma versão diferente, alegando que a proposta não foi aceita por não incluir Moraes.
Na sessão plenária do dia 15 de agosto, onde se discutia a possibilidade de investigar Moraes por relações inadequadas com Vorcaro, o ministro fez declarações contundentes, afirmando ter testemunhas que poderiam comprovar que o antigo relator do caso buscava comprometer sua imagem por meio da delação. Moraes questionou publicamente quem realmente temia a Polícia Federal e mencionou a existência de testemunhas, incluindo policiais e advogados.
O decano do STF, Gilmar Mendes, fez menção a um debate anterior sobre delações, sugerindo que Mendonça havia recebido advogados para conduzir esse tipo de negociação, o que foi prontamente negado pelo ministro. A delação de Vorcaro, até o momento, não foi formalizada.
No julgamento, que será detalhado na nova edição de VEJA, o foco não era apenas a culpa ou inocência de Moraes, mas sim um clima de hostilidade e confronto entre os ministros, culminando em um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que terá até 90 dias para analisar o caso.
André Mendonça havia solicitado à Polícia Federal um relatório para identificar destinatários de mensagens enviadas por Vorcaro, que, segundo a investigação, estavam dirigidas a Paulo Gonet, procurador-geral da República, e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal. Além disso, as mensagens recuperadas pelo ex-banqueiro indicavam que havia comunicações para um número registrado como 'Alexandre Moraes Brasília'. No entanto, como as respostas de Moraes foram apagadas e seu aparelho não foi apreendido, o conteúdo das interações permanece desconhecido, o que poderá ser elucidado em uma futura investigação.
Fonte: VEJA
Relacionadas
Eduardo Hagge critica ACM Neto durante comício ao lado de Jerônimo
19/09/2026 às 12:16
Por Redação
Justiça determina que prefeito de Rio Real retire propaganda irregular de obras públicas
19/09/2026 às 12:09
Por Redação
Disputa pelo governo do Rio: Paes lidera, mas diferença em pesquisas varia
19/09/2026 às 12:00
Por Redação
Mais Lidas


