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O sobrenatural nas novelas de Walcyr Carrasco

O sobrenatural nas novelas de Walcyr Carrasco

Por Redação

26/09/2026 às 20:00

Atualizado em 27/09/2026 às 08:58

O sobrenatural nas novelas de Walcyr Carrasco

Foto: VEJA

O autor utiliza elementos como espíritos e reencarnações para enriquecer suas tramas.

Na novela "Quem Ama Cuida", a personagem Francesca, interpretada por Nathalia Dill, surge envolta em mistério, aparecendo apenas para Otoniel (Tony Ramos) nas proximidades de um cemitério. Isso gerou diversas teorias entre os telespectadores, que especularam desde alucinações até um amor do passado, até que a história confirmou que se tratava de um fantasma.

Essa abordagem não é inédita nas obras de Walcyr Carrasco, que frequentemente introduz elementos sobrenaturais em suas tramas. Em novelas como "Chocolate com Pimenta" (2003), "Alma Gêmea" (2005) e "Amor à Vida" (2013), a morte dos personagens não representa um fim definitivo, mas sim uma possibilidade de retorno ou influência nas histórias.

Em "Chocolate com Pimenta", por exemplo, o personagem Ludovico (Ary Fontoura) continua a impactar a vida de Ana Francisca (Mariana Ximenes) mesmo após sua morte. Já em "Alma Gêmea", a reencarnação de Luna em Serena (Priscila Fantin) é fundamental para a narrativa. Em "Amor à Vida", a personagem Nicole (Marina Ruy Barbosa) volta como espírito após falecer no dia do seu casamento.

Walcyr Carrasco, em uma coluna publicada na VEJA em junho de 2025, mencionou seu fascínio pelo tema. Embora tenha brincado que não acredita em fantasmas, ele confessou acreditar neles.

O sobrenatural nas novelas de Carrasco não visa apenas provocar medo; ele desempenha funções variadas. Em "Alma Gêmea", a reencarnação sustenta o romance principal, enquanto em "Amor à Vida", o espírito interfere na disputa por herança. Na atual trama, Francesca atua como uma testemunha do passado, revelando segredos para os personagens vivos.

Dessa forma, Walcyr Carrasco transforma a morte em uma nova forma de participação na narrativa, mostrando que, em suas histórias, morrer pode ser apenas uma mudança de papel.

Fonte: VEJA

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