Natália Vorcaro assume liderança da família em meio a escândalo
Por Redação
16/10/2026 às 10:11
Atualizado em 16/10/2026 às 15:58

Foto: VEJA
Com o pai, irmão e marido presos, Natália Vorcaro enfrenta desafios enquanto cuida de seus gêmeos recém-nascidos.
A vida de Natália Vorcaro Zettel mudou drasticamente devido a uma investigação de fraudes relacionadas ao Banco Master. Após a prisão do irmão, o banqueiro Daniel Vorcaro, a Polícia Federal também deteve seu pai, Henrique Vorcaro, e seu marido, Fabiano Zettel, que era seu braço-direito na instituição. Grávida de gêmeos, Natália teve que lidar com a desintegração familiar durante um período delicado de sua gestação, tentando conciliar a chegada dos filhos com a busca por advogados para defender sua família.
Nos últimos sete meses, Natália se manteve discreta, visitando os familiares nas prisões e enfrentando uma onda de notícias, muitas delas inverídicas, sobre sua vida pessoal. Atualmente, seus gêmeos têm sete meses e, segundo amigos, ainda não tiveram a oportunidade de conhecer o pai, o avô ou o tio.
O marido de Natália tenta obter autorização da Justiça para aguardar o desfecho do caso em prisão domiciliar, mas os pedidos ainda não foram analisados pelo STF. A defesa argumenta que a falta de estrutura financeira e os cuidados com os filhos pequenos justificariam essa solicitação.
Desde 1º de setembro, o caso do Banco Master se encontra em um impasse jurídico, após a divulgação de um relatório da Polícia Federal. O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, retirou André Mendonça da relatoria, mas não tomou nenhuma medida sobre os pedidos das defesas. Durante esse período, a família Vorcaro tem sido alvo de descredibilização, enquanto Natália afirma que eles estão sendo privados de agir da melhor forma, com uma possível delação que poderia revelar escândalos envolvendo figuras proeminentes.
A maior dor para Natália, segundo relatos, é a separação do marido e dos filhos. Em abril, ela foi hospitalizada na UTI devido a complicações pós-parto, e laudos médicos sobre sua condição foram apresentados durante o processo, mas não foram considerados. Fabiano Zettel foi preso em março, quando se apresentou voluntariamente à PF, e a defesa argumenta que os bens apreendidos durante a operação deveriam minimizar os riscos de interferência nas investigações. Porém, seus pedidos para substituir a prisão preventiva por medidas cautelares continuam sem resposta no STF.
Fonte: VEJA
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