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Transporte público gratuito aos fins de semana pode gerar R$ 20 bilhões em custos
Transporte público gratuito aos fins de semana pode gerar R$ 20 bilhões em custos
Por Redação
16/10/2026 às 16:43

Foto: A Tarde
O presidente Lula anunciou a proposta de transporte gratuito aos finais de semana, que poderá impactar o orçamento federal em R$ 20 bilhões anualmente, segundo estimativas.
No dia 15 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou a intenção de implementar a gratuidade no transporte público aos finais de semana. A medida, no entanto, é estimada em cerca de R$ 20 bilhões por ano, conforme a Associação Nacional dos Transportes Urbanos (NTU). Este valor considera a isenção de tarifas em 52 sábados e domingos, além de 11 feriados nacionais ao longo do ano em todo o Brasil.
Marcos Bicalho, diretor de gestão da NTU, destacou que o governo federal deverá arcar com os custos em todos os municípios, incluindo aqueles que já oferecem o benefício, como Brasília e São Paulo. Ele enfatizou que, por questões de justiça, a União deve assumir essa responsabilidade, permitindo que estados e prefeituras direcionem recursos para outras áreas.
A proposta foi divulgada em um contexto eleitoral, a poucos dias do segundo turno das eleições de 2027. No ano anterior, Lula já havia solicitado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, uma análise sobre os custos, com a intenção de inserir a ideia em sua campanha de reeleição. Contudo, a proposta não foi incluída no programa de governo devido à falta de análises econômicas que respaldassem a iniciativa. Em conversas internas, ministros relataram que não havia espaço no orçamento fiscal para a implementação da tarifa zero.
Atualmente, mais de 130 cidades brasileiras já adotam o sistema de passe livre. Entretanto, as repercussões da proposta foram objeto de discussão no mercado financeiro, onde se cogitou a possibilidade de que isso influenciasse votos, especialmente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em favor de Lula.
A NTU estima um custo de R$ 20 bilhões, enquanto a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) projeta valores que podem chegar a R$ 60 bilhões. Paulo Roberto Ziulkoski, presidente da CNM, expressou preocupação de que a proposta possa ser utilizada de maneira eleitoreira, alertando para os riscos financeiros que isso pode trazer às prefeituras, dependendo da forma como os recursos forem repassados.
Fonte: A Tarde
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