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Médico é condenado por negligência em cirurgia plástica que deixou paciente cega

Médico é condenado por negligência em cirurgia plástica que deixou paciente cega

Por Redação

07/08/2026 às 16:55

Médico é condenado por negligência em cirurgia plástica que deixou paciente cega

Foto: VEJA

O médico Renato Tatagiba deve pagar R$ 227.566,05 em indenizações e uma pensão vitalícia de três salários mínimos a Shirin Saraeian, que sofreu danos permanentes na visão após abdominoplastia.

A Justiça de São Paulo determinou que o médico Renato Tatagiba Garcia indenizasse sua paciente Shirin Saraeian, que perdeu a visão de um olho e teve 2/3 da visão do outro após uma cirurgia plástica. O procedimento, realizado em 30 de abril de 2021, resultou em lesões permanentes devido a uma anemia profunda causada pela perda de 60% do volume sanguíneo durante a operação.

Após a cirurgia, Shirin começou a enfrentar problemas de visão, e mesmo após várias consultas com o médico, não recebeu o suporte necessário. Foi somente após consultar especialistas que ela descobriu as lesões nos nervos óticos. O juiz Sang Duk Kim, da 7ª Vara Cível, concluiu que houve negligência por parte do médico, que não prestou a assistência adequada a tempo, o que poderia ter evitado os danos permanentes.

A sentença estipulou que Tatagiba pagasse 100 salários mínimos como indenização por danos morais (R$ 162.100,00), R$ 65.466,05 por danos materiais e uma pensão vitalícia de três salários mínimos mensais, totalizando R$ 4.863,00. O médico, que possui uma considerável presença nas redes sociais, já enfrentou outros problemas legais relacionados a cirurgias plásticas.

O caso ainda pode ser levado ao Tribunal de Justiça, uma vez que tanto a paciente quanto o médico já apresentaram embargos de declaração. A defesa de Tatagiba manifestou respeito à decisão, mas pretende recorrer, afirmando que sua conduta foi correta. Por outro lado, o advogado de Shirin afirmou que a sentença é um passo importante, embora o valor da indenização por danos morais não reflita a gravidade da situação enfrentada por sua cliente.

Além disso, a defesa de Shirin pretende responsabilizar o hospital onde a cirurgia foi realizada.

Fonte: VEJA

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