Leilão da SAF do Vasco ocorre hoje com Marcos Lamacchia como favorito
Por Redação
25/09/2026 às 14:14

Foto: VEJA
Marcos Lamacchia, ligado à Crefisa, é o único interessado na compra da SAF do Vasco; leilão acontece às 14h.
O leilão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco da Gama está agendado para hoje, 25 de agosto, às 14h (horário de Brasília), em uma audiência fechada na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. A única empresa que se manifestou interesse na compra até o momento é a Almirante Participações S/A, de Marcos Lamacchia, que tem boas chances de ganhar a disputa por 90% das ações da SAF.
A Almirante foi considerada pelo juiz como o "stalking horse bidder", o que significa que sua proposta inicial será a base para outras ofertas. Caso alguém ofereça um valor superior, Lamacchia terá o direito de igualar essa proposta. Se não for o vencedor, ele ainda receberá 25 milhões de reais como "break-up fee".
Embora exista apenas um interessado, o leilão é obrigatório, e o novo comprador não assumirá imediatamente a gestão da SAF. A proposta deverá ser aprovada pelo Conselho Deliberativo do clube e, posteriormente, pela Assembleia Geral Extraordinária. Além disso, a aprovação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) será necessária.
A Anresf também está analisando um possível conflito de interesse devido ao fato de que Lamacchia é enteado da presidente do Palmeiras, Leila Pereira.
A oferta da Almirante inclui um investimento de 500 milhões de reais, com 100 milhões por ano entre 2026 e 2030, para serem utilizados exclusivamente no futebol, sem destinação para dívidas do clube. Durante os 10 anos seguintes, a empresa não poderá vender sua participação ou distribuir dividendos.
Entre as obrigações, está previsto um investimento de 120 milhões de reais na construção do novo Centro de Treinamento (CT) do Vasco e 30 milhões na melhoria da estrutura das categorias de base em dois anos. A SAF terá o direito prioritário de uso do estádio de São Januário até 31 de dezembro de 2030, pagando 3 milhões de reais ao clube anualmente, ou 2 milhões caso o estádio esteja em reformas.
Fonte: VEJA
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