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Kyinsu: nova caneta combina insulina e semaglutida para tratamento do diabetes

Kyinsu: nova caneta combina insulina e semaglutida para tratamento do diabetes

Por Redação

28/09/2026 às 13:00

Kyinsu: nova caneta combina insulina e semaglutida para tratamento do diabetes

Foto: VEJA

A Anvisa aprovou uma caneta que une insulina e semaglutida, prometendo facilitar o tratamento do diabetes tipo 2.

No Brasil, muitos pacientes com diabetes ainda têm receio de iniciar o tratamento com insulina, temendo o ganho de peso e a hipoglicemia, que pode ocorrer em momentos inesperados. Para enfrentar esse desafio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, em 28 de setembro, a aprovação do Kyinsu, desenvolvido pela Novo Nordisk. Este medicamento combina, em uma única aplicação semanal, a insulina basal e a semaglutida, uma inovação significativa no tratamento da diabetes tipo 2.

O Kyinsu é formado por duas substâncias: a insulina icodeca, que é a primeira insulina semanal do mundo, aprovada no Brasil em março de 2025 e que será disponibilizada em farmácias em 2027, e a semaglutida, já conhecida por suas propriedades em medicamentos como Ozempic e Wegovy. A insulina icodeca é liberada gradualmente no organismo, enquanto a semaglutida ajuda a regular a glicose no sangue e a controlar a fome.

A nova combinação é indicada para adultos com diabetes tipo 2 que não estão conseguindo controlar a doença apenas com insulina basal ou medicamentos da classe GLP-1, e deve ser utilizada em conjunto com dieta e exercícios físicos. A dosagem máxima permitida é de 350 unidades de insulina e 1 miligrama de semaglutida por semana.

Estudos recentes demonstraram a eficácia do Kyinsu. O estudo COMBINE 1, publicado em 2025, envolveu 1.291 adultos com diabetes tipo 2 que já utilizavam insulina basal. A pesquisa revelou que a combinação do Kyinsu reduziu a hemoglobina glicada em 1,55 ponto percentual, em comparação a 0,89 com o uso apenas de insulina. Além disso, aqueles que usaram o Kyinsu perderam em média 3,7 quilos, enquanto os que usaram somente insulina ganharam 1,9 quilo. As hipoglicemias graves também diminuíram significativamente.

Outro estudo, o COMBINE 3, focou em pacientes que faziam uso de múltiplas injeções de insulina. A troca para o Kyinsu resultou em uma redução similar na hemoglobina glicada, mas com a vantagem de perda de peso e diminuição do número de injeções necessárias.

Embora o Kyinsu traga benefícios, os efeitos colaterais mais comuns incluem náuseas e outros problemas gastrointestinais. A hipoglicemia, embora menos frequente, ainda pode ocorrer. A combinação fixa de medicamentos exige acompanhamento médico para ajustes na dosagem.

Com 16,6 milhões de adultos com diabetes no Brasil, a expectativa é que o Kyinsu represente uma alternativa viável, mas seu custo e disponibilidade ainda precisam ser definidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Embora o Kyinsu não cure a diabetes, ele oferece uma abordagem inovadora para simplificar o manejo da doença, ajudando a transformar a insulina em um tratamento mais aceitável para os pacientes.

Fonte: VEJA

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