Coca-Cola é a nova patrocinadora das competições femininas da CBF
Por Redação
24/07/2026 às 13:07

Foto: VEJA
A parceria da CBF com a Coca-Cola se estende por duas temporadas e inclui o Brasileirão e a Copa do Brasil.
A Coca-Cola firmou um contrato para se tornar a nova patrocinadora oficial das competições femininas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O acordo é válido para as temporadas de 2026 e 2027 e abrange tanto o Campeonato Brasileiro quanto a Copa do Brasil. Essa iniciativa se alinha ao crescente interesse de grandes marcas em apoiar o futebol feminino, especialmente com o Brasil se preparando para sediar a Copa do Mundo Feminina da FIFA em 2027.
Além das competições femininas, o contrato também inclui o Campeonato Brasileiro (Séries A e B) e a Copa do Brasil do futebol masculino. Com essa parceria, a Coca-Cola se junta a um grupo seleto de empresas que estão investindo no desenvolvimento do futebol feminino no Brasil, ao lado de marcas como Amazon, Hyundai, Itambé, Uber, Sicoob e Monange, que são gerenciadas pelas agências Heatmap e FSports, responsáveis pelos direitos dos torneios.
Essa nova relação marca o fim de um afastamento de 25 anos. A Coca-Cola teve um histórico de patrocínio no futebol brasileiro desde 1987, quando patrocinou a Copa União e teve sua marca estampada na maioria dos grandes clubes. Contudo, o contrato foi encerrado no início dos anos 2000 devido a litígios com a CBF, resultando na entrada da Ambev como patrocinadora da seleção brasileira e na saída da Coca-Cola das competições nacionais. Apesar disso, a marca continua sendo parceira oficial da FIFA, tendo apoiado a primeira Copa do Mundo Feminina em 1991.
Ruskaya Zanini, COO da FSports, ressaltou que a parceria visa criar um ecossistema robusto que beneficie patrocinadores, clubes, atletas e torcedores, promovendo o desenvolvimento sustentável do futebol feminino. Embora os valores do contrato não tenham sido divulgados, ele incluirá diversas oportunidades de ativação durante as competições, como exposição em painéis de LED e produção de conteúdo digital.
Rene Salviano, fundador e CEO da Heatmap, destacou que o acordo representa uma mudança significativa na percepção do mercado em relação ao futebol feminino no Brasil. Ele acredita que, com a proximidade da Copa do Mundo, as marcas estão cada vez mais reconhecendo que investir no futebol feminino contribui para o desenvolvimento de toda a cadeia que vai das competições nacionais até a Seleção Brasileira.
Fonte: VEJA
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