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Bajulação pode ser sinal de trauma, explica psicóloga

Bajulação pode ser sinal de trauma, explica psicóloga

Por Redação

04/09/2026 às 08:00

Bajulação pode ser sinal de trauma, explica psicóloga

Foto: VEJA

Ingrid Clayton, autora de 'A Quarta Reação', discute o impacto da bajulação como resposta a traumas e sua relação com a identidade.

A psicóloga Ingrid Clayton, autora do livro "A Quarta Reação", traz uma nova perspectiva sobre as reações a situações de ameaça, que tradicionalmente são classificadas em três categorias: lutar, fugir ou ficar paralisado. Ela acrescenta uma quarta resposta: a submissão à ameaça, que se manifesta nas relações interpessoais como comportamento bajulador.

Clayton estará na Bienal do Livro de São Paulo no dia 6 de agosto, às 17h30, no Espaço Saúde e Bem-Estar, onde debaterá suas descobertas sobre como esse comportamento pode afetar a identidade e a autonomia das pessoas, tornando-as reféns das vontades alheias.

O conceito de "fawning", que é traduzido como bajulação, indica um comportamento em que a pessoa busca agradar os outros, frequentemente em um nível inconsciente. Isso pode ocorrer em diversas situações, como no lar, na escola ou no trabalho, e tende a manter feridas emocionais abertas.

Clayton destaca que reconhecer essa quarta reação é crucial para que os indivíduos consigam se libertar de angústias e traumas, um processo que ela descreve em sua obra, entrelaçando histórias de pacientes e reflexões sobre o comportamento humano.

Ela explica que, ao entender as respostas ao trauma como adaptações necessárias a circunstâncias difíceis, as pessoas podem reduzir a vergonha associada a suas reações e, assim, encontrar um caminho mais compassivo para a cura.

Além disso, a psicóloga alerta que a bajulação, quando se torna crônica, pode levar ao autoabandono e à dificuldade em estabelecer limites, resultando em ansiedade e relacionamentos desequilibrados. Para Clayton, a cura envolve redirecionar a atenção para dentro de si e aprender a regular as emoções, buscando segurança interna e autonomia.

Por fim, a autocompreensão e o reconhecimento das experiências traumáticas são passos fundamentais para o tratamento e superação dos efeitos do trauma, permitindo que as pessoas desenvolvam uma nova relação com suas emoções e suas necessidades.

Fonte: VEJA

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