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A importância do exercício na era dos remédios para emagrecimento

A importância do exercício na era dos remédios para emagrecimento

Por Redação

03/09/2026 às 15:00

A importância do exercício na era dos remédios para emagrecimento

Foto: VEJA

Estudo revela que, sem atividade física, os novos medicamentos para emagrecer podem não garantir saúde efetiva.

A relação entre perda de peso e saúde é frequentemente mal compreendida. Essa distinção é abordada em um artigo publicado na revista Obesity Medicine, elaborado por pesquisadores brasileiros de instituições de Goiânia, Florianópolis e Rio de Janeiro. O estudo discute a eficácia dos medicamentos da classe dos análogos de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, que têm se popularizado por sua capacidade de reduzir o apetite e promover perda de peso.

No entanto, com o aumento do uso desses remédios, surge a preocupação de que a perda de peso também possa acarretar a redução da massa muscular. Os pesquisadores alertam que a questão central não é apenas a preservação do músculo, mas sim a manutenção das funções físicas do corpo.

Um estudo dinamarquês recente, chamado S-LiTE, dividiu os participantes em dois grupos: um que utilizou apenas o medicamento e outro que combinou a medicação com exercícios físicos. Embora ambos os grupos apresentassem perda de peso similar, apenas os que se exercitaram mostraram melhorias no condicionamento cardiorrespiratório e na capacidade funcional, evidenciando que a perda de peso isolada não necessariamente melhora a aptidão física.

Pesquisas anteriores demonstram que o condicionamento físico e a força muscular são indicadores mais confiáveis de saúde e mortalidade do que o simples volume muscular. Portanto, uma pessoa com peso normal, mas sedentária, pode ter um risco cardiovascular mais elevado do que alguém com sobrepeso que se exercita regularmente, um fato que a balança não revela.

Além disso, os métodos de medição de massa magra podem superestimar a perda muscular ao confundir a saída de água e outros tecidos com a perda real de músculo. Essa questão reforça a necessidade de não reduzir a discussão a um único número.

A massa muscular continua sendo importante, especialmente para idosos e pessoas com fragilidade física. Segundo o pesquisador Marcos Fortes, o exercício deve ser encarado como uma intervenção essencial e não apenas como um complemento para preservar o músculo durante o tratamento. A atividade física traz benefícios à saúde, como melhora da qualidade do sono, regulação da pressão arterial, sensibilidade à insulina e manutenção do peso a longo prazo.

A Associação Americana do Coração também destaca que a atividade física é fundamental durante e após o processo de emagrecimento. Embora um estudo tenha testado um medicamento mais antigo, a liraglutida, e suas conclusões ainda sejam incertas para os novos fármacos, a mensagem é clara: os medicamentos não substituem a necessidade de exercícios físicos.

Fonte: VEJA

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