Sindicato denuncia ao MP-BA falta de comprovação de R$ 4 milhões
Por Redação
03/09/2026 às 11:00

Foto: BNews
O SINPOJUD alega irregularidades em contas entre 2022 e 2025, envolvendo gastos sem documentação.
O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia (SINPOJUD) apresentou uma denúncia ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) sobre uma possível falta de comprovação de mais de R$ 4 milhões nas contas da entidade, referente ao período entre 2022 e 2025. A denúncia foi protocolada no dia 31 de agosto de 2026, e o foco é a gestão da ex-diretora de Finanças e Convênios, Maria José Santos da Silva.
O presidente do sindicato, Manuel Suzart, explicou que a denúncia surgiu a partir de um Relatório Administrativo Final elaborado pelo Conselho Fiscal do SINPOJUD, que foi aprovado em 28 de maio de 2026. Esse documento recomendou a rejeição das contas do período e sugeriu a destituição da ex-diretora à Assembleia Geral.
O relatório técnico levantou problemas em três áreas principais. A maior quantidade de irregularidades diz respeito a R$ 2.863.502,19 em 140 pagamentos que não apresentaram comprovações adequadas dos serviços prestados. Entre os pagamentos estão valores destinados a empresas como MB Planos de Saúde e Bradesco Seguros. Além disso, R$ 615.383,62 foram relacionados a despesas financeiras sem documentação suficiente.
Outro ponto mencionado no relatório envolve R$ 544.754,88 em repasses que não tiveram relatórios ou notas fiscais adequadas. A ex-diretora contestou o conteúdo do relatório, alegando que não foi feita uma auditoria completa e que a análise foi unilateral, realizada em meio a uma disputa interna.
A investigação busca esclarecer a natureza dos repasses e identificar os responsáveis pela gestão dos recursos. O sindicato pede que sejam realizadas diligências para verificar as contas e os documentos relacionados.
Suzart destacou que a situação tem um grande impacto financeiro e que a atual gestão está revisando todos os processos internos para evitar novos problemas. A denúncia ao MP-BA também pode configurar apropriação indébita, mas a investigação determinará se houve erro, desvio ou apenas falhas na administração.
Maria José, por sua vez, informou que está contestando sua destituição judicialmente e argumenta que os atos questionados foram realizados em conjunto com o atual diretor-presidente. Ela defende uma investigação completa e igualitária, e reclama que não teve acesso aos documentos relevantes desde seu afastamento.
Fonte: BNews
Relacionadas
Edson Fachin se compromete a encerrar o Inquérito das Fake News e fala sobre crise no STF
04/09/2026 às 12:29
Por Redação
TJBA inicia processo disciplinar contra ex-coordenador por uso irregular de terceirizados
04/09/2026 às 09:30
Por Redação
Mais Lidas


