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Flávio Dino reverte afastamento de diretores da Polícia Federal

Flávio Dino reverte afastamento de diretores da Polícia Federal

Por Redação

09/09/2026 às 08:57

Flávio Dino reverte afastamento de diretores da Polícia Federal

Foto: BNews

O ministro Flávio Dino restabeleceu os cargos de Andrei Rodrigues e Leandro Almada, que haviam sido afastados por André Mendonça.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (9) reintegrar Andrei Augusto Passos Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e Leandro Almada da Costa à Diretoria de Inteligência Policial. Essa decisão anula o afastamento determinado pelo ministro André Mendonça no dia anterior, que havia sido motivado por suspeitas de direcionamento político nas investigações relacionadas aos casos Master e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O pedido de reintegração foi feito por Andrei em uma petição que abordava a investigação sobre emendas parlamentares destinadas ao filme "Dark Horse". Ele argumentou que seu afastamento poderia comprometer o andamento das apurações, uma vez que afetaria a organização da equipe responsável pelas investigações, dificultando o acesso a materiais e retardando a atuação da PF.

Dino acolheu os argumentos apresentados e determinou que o presidente da República assegurasse o retorno imediato de Andrei e Leandro aos seus cargos, restabelecendo também todas as suas funções.

Na justificativa de sua decisão, o ministro criticou a medida de Mendonça, ressaltando que ela cria uma situação sem precedentes na história da PF ao interromper a produção de relatórios de inteligência. Ele enfatizou que essa paralisação prejudicou investigações em andamento e ressaltou que os direitos de um ministro não podem ser utilizados como base para decisões que afetem a continuidade do trabalho policial.

Além de reintegrar os diretores, Dino também proibiu que novas medidas cautelares fossem adotadas contra eles com base apenas em atos realizados durante o exercício de suas funções. O ministro reiterou que investigações urgentes não devem ser interrompidas até que o Plenário do STF se manifeste sobre o caso.

Fonte: BNews

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