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Dois anos após o assassinato de Aisha Vitória, Justiça ainda não decidiu o futuro do acusado
Dois anos após o assassinato de Aisha Vitória, Justiça ainda não decidiu o futuro do acusado
Por Redação
23/07/2026 às 17:33

Foto: BNews
O julgamento de José Wilson, que confessou ter estrangulado e abusado de Aisha, segue suspenso enquanto sua sanidade mental é avaliada.
Dois anos após o assassinato de Aisha Vitória, de 8 anos, ocorrido em 23 de julho de 2024, no bairro de Pernambués, em Salvador, o processo contra José Wilson Souza da Silva, de 43 anos, continua paralisado. O acusado confessou ter estrangulado e abusado sexualmente da menina, mas a Justiça da Bahia determinou a realização de uma avaliação psiquiátrica, o que interrompeu o julgamento.
A defesa de José Wilson alegou que ele apresenta problemas psicológicos, incluindo alucinações e tentativas de suicídio, o que levou o juiz Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira a acatar o pedido. Enquanto aguarda o laudo pericial, o réu foi transferido de um presídio para uma clínica psiquiátrica.
Dona Lívia Conceição, mãe de Aisha, expressou sua indignação com a situação e afirmou que a transferência do acusado aumentou seu sentimento de impunidade. Ela revelou que, após o crime, adotou medidas de segurança em casa, como a instalação de câmeras, devido ao medo constante de novas tragédias.
O corpo de Aisha foi encontrado em um local próximo à sua residência, e o laudo confirmou que a menina foi vítima de violência sexual e estrangulamento. Lívia compartilhou sua dor ao descobrir os detalhes brutais do crime, afirmando que o ato foi premeditado.
José Wilson já havia sido preso em 2015 por tentativa de abuso sexual contra outra criança, mas foi solto após uma breve detenção.
Sobre a possibilidade de perdoar o acusado, Dona Lívia deixou claro que isso nunca acontecerá. Ela se lembra constantemente de sua filha, que ainda é mencionada por sua caçula, que é autista e fala sobre Aisha como se estivesse presente.
A família aguarda ansiosamente o resultado da perícia e a definição de uma nova data para o julgamento, enquanto Lívia questiona a segurança de outras crianças e mães diante da possibilidade de que José Wilson possa responder ao processo em liberdade.
Fonte: BNews
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