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Ministério Público da Bahia processa clínica de oftalmologia em Salvador após perdas de visão em pacientes
Ministério Público da Bahia processa clínica de oftalmologia em Salvador após perdas de visão em pacientes
Por Redação
23/07/2026 às 14:49

Foto: A Tarde
O MPBA ajuizou ação contra a clínica Clivan e autoridades estaduais e municipais após cirurgias de catarata em fevereiro de 2026 resultarem em graves complicações para os pacientes.
O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) moveu uma ação judicial contra o Instituto de Oftalmologia e Hospital de Olhos (Clivan), o Município de Salvador e o Estado da Bahia, após descobrir irregularidades em cirurgias de catarata realizadas em fevereiro de 2026. A investigação revelou falhas sanitárias, assistenciais, organizacionais e de fiscalização, que impactaram diretamente a saúde de diversos pacientes.
Segundo o MPBA, 15 pacientes perderam a visão completamente, seis apresentaram perda visual parcial, e outros necessitaram de acompanhamento prolongado e reabilitação visual. Além disso, o órgão investiga a possibilidade de haver mais vítimas que ainda não foram identificadas.
A Clivan faz parte da rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) e possui contrato com o Município de Salvador, assim como credenciamentos com o Estado da Bahia para a realização de procedimentos oftalmológicos.
Em 26 de fevereiro de 2026, foram realizadas 138 cirurgias de catarata na clínica, cuja análise foi baseada em inspeções e levantamentos feitos por órgãos de vigilância sanitária e médicos. O MPBA também ouviu pacientes que passaram pelas cirurgias naquele dia.
Na ação judicial, o MPBA pediu que a Clivan seja proibida de realizar novas cirurgias até que regularize suas operações. O órgão requer a preservação de toda a documentação relacionada aos procedimentos e a garantia de atendimento integral aos pacientes afetados.
Além disso, o MPBA solicitou que o Município de Salvador e o Estado da Bahia mantenham a suspensão das atividades cirúrgicas da clínica e impeçam novos encaminhamentos de pacientes até que se prove a adequação das condições de funcionamento. O pedido inclui assistência contínua para as vítimas e reparação integral dos danos causados, além de indenização por danos morais coletivos.
O caso também está sendo investigado criminalmente, com um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) em andamento no MPBA e um inquérito policial sendo conduzido pela Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso. O Conselho Regional de Medicina da Bahia também está tomando medidas ético-disciplinares.
O caso remete a um mutirão de cirurgias de catarata realizado em fevereiro de 2026, onde os pacientes enfrentaram complicações sérias após os procedimentos, levando a investigações sobre as falhas cometidas na clínica e suas consequências.
Fonte: A Tarde
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