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Adoções por casais homoafetivos crescem 242% em cinco anos no Brasil, aponta CNJ
Adoções por casais homoafetivos crescem 242% em cinco anos no Brasil, aponta CNJ
Por Redação
09/08/2025 às 12:13

Foto: Divulgação
No Brasil, 5.369 crianças e adolescentes aguardam adoção, segundo o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Desde 2015, quando o Supremo Tribunal Federal reconheceu a união homoafetiva como núcleo familiar e autorizou a adoção por esses casais, o número de filhos com dois pais cresce anualmente.
De 2019 a 2024, as adoções por casais formados por homens saltaram de 77 para 263, um aumento de 241,56%. Neste ano, até o final de julho, 178 casais gays adotaram crianças e adolescentes, 29% a mais que no mesmo período do ano passado.
Considerando também as adoções por casais de mulheres, a adoção por casais homoafetivos triplicou em cinco anos, passando de 149 em 2019 para 458 no ano passado.
A espera pela adoção persiste, mesmo com quase 33 mil pretendentes, devido à compatibilidade entre perfis das famílias e das crianças. Diferentemente dos casais heteronormativos, os casais gays tendem a adotar crianças mais velhas, negras e em grupos de irmãos, perfis que enfrentam mais dificuldades para serem acolhidos.
“Os casais que vivem à margem da sociedade, que foram marginalizados ‘dentro do armário’, procuram crianças que também estão nesse armário; são aquelas menos vistas”, explica Silvana do Monte Moreira, presidente da Comissão Nacional de Adoção do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM)
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