Retatrutida: medicamento em estudo para emagrecimento vendido ilegalmente
Por Redação
27/07/2026 às 09:00

Foto: VEJA
A retatrutida, ainda em fase de testes pela Eli Lilly, é comercializada clandestinamente, alertou a Anvisa.
A retatrutida, um novo medicamento em desenvolvimento pela farmacêutica Eli Lilly, está gerando interesse por sua potencial eficácia no tratamento da obesidade e diabetes tipo 2. No entanto, a substância ainda não foi aprovada para uso em nenhum país e está sendo vendida de forma ilegal em sites e redes sociais.
Em um alerta divulgado no dia 24 de novembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu que a retatrutida continua em fase de estudos clínicos, o que implica que a fabricante não completou as pesquisas necessárias nem solicitou o registro do produto às autoridades competentes. Apesar disso, o medicamento foi encontrado em operações de fiscalização nas fronteiras do Brasil, onde entrou de maneira irregular.
A Anvisa recomenda que os consumidores evitem o uso de medicamentos sem registro sanitário, pois além dos riscos à saúde, a venda desses produtos é ilegal e pode configurar um crime conforme a legislação brasileira. Enquanto os testes continuam, pacientes que buscam tratamentos para obesidade devem se ater a medicamentos já aprovados e prescritos por profissionais qualificados.
O que é a retatrutida?
A retatrutida é um medicamento injetável experimental que visa tratar a obesidade e o diabetes tipo 2. Sua inovação reside na capacidade de atuar simultaneamente sobre três hormônios relacionados ao controle do apetite e do metabolismo: GLP-1, GIP e glucagon. Essa abordagem tripla é um diferencial em relação a outros medicamentos disponíveis, como a semaglutida (Ozempic e Wegovy), que atua apenas no GLP-1, e a tirzepatida (Mounjaro), que combina GLP-1 e GIP.
Os resultados preliminares dos estudos clínicos têm sido promissores, mostrando perdas de peso significativas. Contudo, ainda são necessários mais dados sobre a eficácia, segurança e efeitos colaterais antes que a substância possa ser aprovada por agências reguladoras.
Riscos da compra pela internet
Adquirir a retatrutida pela internet apresenta diversos riscos. Como a substância não tem aprovação, não há garantias de que os produtos comercializados realmente contenham a molécula anunciada. A Anvisa destaca que a venda de medicamentos sem registro sanitário implica em:
- Efeitos colaterais desconhecidos;
- Falta de comprovação de eficácia;
- Incertezas sobre doses seguras;
- Contaminação durante a fabricação;
- Impurezas e variações entre lotes;
- Adulterações ou ausência do princípio ativo informado.
Assim, consumidores correm o risco de aplicar substâncias diferentes daquelas que acreditam estar comprando, sem quaisquer garantias de qualidade ou segurança. A Anvisa ressalta que o registro sanitário não é meramente uma formalidade, mas sim um componente crítico que assegura a vigilância contínua dos medicamentos, incluindo inspeções e monitoramento de efeitos adversos.
Fonte: VEJA
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