Google é notificado para remover vídeos com informações falsas gerados por IA
Por Redação
09/09/2026 às 12:14

Foto: A Tarde
A Advocacia-Geral da União pediu ao YouTube que retire ou alerte sobre vídeos que utilizam inteligência artificial para disseminar informações falsas sobre saúde.
A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o YouTube, pertencente ao Google, solicitando a remoção ou advertência sobre uma série de vídeos que usam inteligência artificial para simular médicos e outros profissionais de saúde, veiculando informações falsas e promessas de tratamentos sem comprovação científica.
A ação foi baseada em uma análise do programa Saúde com Ciência, do Ministério da Saúde, que identificou 97 perfis com esse tipo de conteúdo entre 1º de janeiro e 10 de julho de 2026. As informações foram também enviadas à Polícia Federal e ao Conselho Federal de Medicina, e a notificação foi elaborada pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD).
Essa iniciativa faz parte de uma força-tarefa interministerial, que inclui a AGU e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. O Ministério da Saúde destacou que muitos dos conteúdos utilizam avatares que se apresentam como médicos, atribuindo-lhes qualificações falsas e utilizando uma linguagem alarmista para dar credibilidade às informações.
Os perfis em questão têm um foco especial na população idosa, muitas vezes utilizando a imagem de autoridade dos personagens para promover produtos ou serviços pagos. Entre os riscos citados estão a automedicação, o uso de terapias ineficazes, a demora na busca por atendimento médico e a interrupção de tratamentos necessários.
Na notificação enviada na última sexta-feira, 4, a AGU deu um prazo de 72 horas para que o YouTube removesse os conteúdos identificados ou, caso contrário, implementasse medidas de rotulagem que deixassem clara a artificialidade dos personagens. Além disso, a plataforma deve analisar outros canais e vídeos mencionados no relatório do Ministério da Saúde, de acordo com suas regras sobre desinformação em saúde.
A AGU também notificou o Telegram após a detecção de 18 grupos e canais na plataforma que vendiam comprovantes vacinais falsificados. O aplicativo tomou medidas ao remover os grupos e excluir a conta de um usuário envolvido. As evidências foram encaminhadas à Polícia Federal, pois essa atividade compromete a integridade da política de imunização nacional.
As notificações da AGU enfatizam a responsabilidade das plataformas em relação a conteúdos ilícitos, conforme o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o Ministério da Saúde, a luta contra a desinformação é crucial para proteger a população e garantir acesso a informações confiáveis sobre saúde.
A recomendação é que os cidadãos busquem informações em fontes oficiais e denunciem conteúdos potencialmente perigosos.
Fonte: A Tarde
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