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WhatsApp se destaca na propagação de fake news eleitorais no Brasil

WhatsApp se destaca na propagação de fake news eleitorais no Brasil

Por Redação

27/07/2026 às 14:20

WhatsApp se destaca na propagação de fake news eleitorais no Brasil

Foto: VEJA

Um estudo da Agência Lupa aponta que o aplicativo é a principal plataforma para a disseminação de desinformação nas eleições de 2024.

O WhatsApp deve continuar sendo a principal plataforma para a circulação de desinformação eleitoral no Brasil em 2026. Um estudo da Agência Lupa, divulgado em 27 de novembro, revela que o aplicativo é essencial na propagação de fake news, tornando difícil identificar seus criadores.

No relatório denominado Anatomia da Desinformação Eleitoral, foi destacado que 100% dos boatos eleitorais verificados pela Lupa em 2024 circularam pelo WhatsApp. A participação do aplicativo na disseminação de informações falsas aumentou três vezes em relação às eleições de 2018, quando o Facebook era o líder, com 76,5% dos conteúdos desinformativos.

A rapidez das mensagens e a dificuldade de moderação no WhatsApp criam um ambiente propício para a propagação de boatos. Grupos privados no aplicativo funcionam como centros de disseminação de mentiras, permitindo que fake news, mesmo já removidas de outras redes sociais como Facebook e Instagram, continuem a circular.

Além da ampla circulação de desinformação, o relatório também aponta uma transformação nas fake news: elas estão se tornando menos explícitas e mais sutis, incorporando elementos como imagens e dados fora de contexto, que conferem uma aparência de credibilidade. A Lupa observou que a proporção de boatos considerados objetivamente falsos caiu de 96% em 2018 para 81,5% em 2024, enquanto aumentou o número de informações distorcidas ou exageradas, como vídeos editados e links para notícias desatualizadas.

Maiquel Rosauro, autor do estudo, ressalta que a evolução dos boatos na última década está mais relacionada à forma como eles se espalham e convencem do que ao conteúdo em si. Ele observa que esses boatos agora se apresentam como evidências e circulam em ambientes mais restritos, dificultando a sua identificação e contestação.

Fonte: VEJA

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