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Filmagem evidencia ligação entre o ministro do STF e Daniel Vorcaro. Investigação da PF aponta para possíveis irregularidades.
Uma gravação de uma câmera de segurança do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, capturou o momento em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, desembarca de um jatinho de propriedade do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O incidente ocorreu em 22 de agosto de 2025, conforme a filmagem, que mostra Moraes acompanhado de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, ao descer do avião Legacy com prefixo PP-NLR.
A informação foi divulgada pelo jornal O Globo e está ligada a um contrato de 131 milhões de reais que o escritório de Viviane manteve com o Banco Master. Investigações da Polícia Federal revelaram que um segundo acordo, que poderia chegar a 50 milhões de reais, foi discutido, prevendo pagamentos que incluíam viagens de avião e helicóptero.
Desde abril, a assessoria de Moraes nega que ele tenha utilizado jatos de propriedade de Vorcaro. O escritório de Viviane, por sua vez, afirma que o contrato adicional nunca foi firmado e que os serviços de táxi aéreo são contratados de diversas empresas.
Diálogos interceptados pela PF entre Vorcaro e Marcos Matta, proprietário da PrimeYou, a empresa que gerencia o jatinho, indicam que o ministro e sua esposa utilizaram os serviços aéreos mais de uma vez. Em uma conversa de 16 de junho do ano passado, Matta afirmou que não cobrou pelos voos devido a uma alteração no contrato.
O vídeo se soma a outras investigações sobre possíveis ligações entre Moraes e Vorcaro, que atualmente está preso. Recentemente, o STF deveria decidir se abriria uma investigação sobre as atitudes de Moraes relacionadas ao caso do Banco Master, mas a decisão foi adiada após um pedido de vistas do ministro Flávio Dino, que tem até 90 dias para apresentar seu parecer.
Em nota, o escritório Barci de Moraes esclareceu que contrata serviços de táxi aéreo de diferentes empresas, incluindo a Prime Aviation, e que em nenhum dos voos realizados houve a presença de Vorcaro ou de qualquer outra pessoa externa ao escritório. A nota afirma ainda que a escolha das aeronaves é feita pelas empresas de aviação e que não há vínculos pessoais com os proprietários.
Fonte: VEJA
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