Troca de caneta emagrecedora por comprimido de semaglutida mantém perda de peso
Por Redação
30/09/2026 às 16:00

Foto: VEJA
Estudo revelou que a mudança de canetas para pílulas não interrompe a redução de peso em pacientes com obesidade.
Um estudo recente demonstrou que a troca de canetas antiobesidade por pílulas de semaglutida não prejudica a eficácia da perda de peso. A pesquisa, apresentada na reunião anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD) em Milão, analisou dados de 194 pacientes que usavam semaglutida 2,4 mg ou tirzepatida (Mounjaro) e posteriormente mudaram para Wegovy em comprimidos de 25 mg.
A avaliação, que considerou um período de três meses, revelou uma perda média de quatro quilos entre os participantes, que tinham um peso inicial médio de 100,5 kg. O estudo indicou que a proporção de indivíduos diagnosticados com obesidade caiu de 87,1% para 65,5% após a troca. Os resultados mostraram reduções significativas no peso e no índice de massa corporal (IMC), com 75% dos pacientes relatando satisfação com o tratamento e 82,4% percebendo melhorias consideráveis.
O estudo, chamado OCTANE, visava reunir evidências a partir de experiências reais dos pacientes para complementar dados de ensaios clínicos que já comprovaram a segurança e eficácia do medicamento. A semaglutida, que é um agonista do GLP-1, tem sido amplamente administrada por meio de injeções, mas há um movimento crescente para disponibilizá-la na forma de comprimidos, visando atingir pacientes que preferem evitar injeções.
O Wegovy em pílula já está disponível em países como Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Alemanha, com o México também se preparando para seu lançamento. Desde a aprovação da semaglutida em comprimido nos Estados Unidos em dezembro do ano passado, mais de cinco milhões de prescrições foram emitidas até janeiro deste ano.
De acordo com Mike Doustdar, CEO da Novo Nordisk, essa nova opção visa facilitar o tratamento para os pacientes. Ele comparou a situação ao uso de estatinas, que são frequentemente tomadas por toda a vida para controle do colesterol, sugerindo que um medicamento em forma de pílula pode ser mais aceitável a longo prazo. No Brasil, a Novo Nordisk solicitou a aprovação do comprimido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro e aguarda uma resposta, com expectativa de liberação ainda este ano.
Fonte: VEJA
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