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Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional celebra aprovação de projeto para reduzir conflitos tributários
Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional celebra aprovação de projeto para reduzir conflitos tributários
Por Redação
14/08/2026 às 14:30

Foto: VEJA
A proposta, que ainda precisa da análise do presidente Lula, visa facilitar a resolução de disputas entre contribuintes e o Fisco.
O Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz) manifestou sua satisfação com a aprovação, pelo Senado, de um projeto que altera as normas para prevenir e solucionar conflitos entre contribuintes e a administração tributária. Agora, o texto será enviado para análise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A nova proposta introduz alternativas para a resolução de disputas, como a transação, mediação e arbitragem, com o objetivo de evitar a judicialização excessiva. Além disso, estabelece a obrigação da Fazenda Pública de agir de forma ágil e transparente após decisões do STF ou do STJ que beneficiem os contribuintes.
Especificamente, a União terá um prazo de 90 dias após o trânsito em julgado para emitir um parecer que esclareça como irá proceder em relação à decisão, incluindo em quais casos deixará de negar pedidos dos contribuintes e em quais processos desistirá de recorrer.
Valéria Ferreira, presidente do Sinprofaz, destacou que as mudanças podem favorecer uma relação mais previsível entre o Fisco e os contribuintes, o que deve impactar positivamente o ambiente de negócios. Segundo ela, "segurança jurídica" é essencial para que empresas, contribuintes e o Estado compreendam a interpretação da legislação e a aplicação das decisões dos tribunais superiores, reduzindo assim o espaço para interpretações divergentes e novos litígios.
Entre as principais alterações está a explicitação do caráter jurídico do parecer que orienta a administração na aplicação de decisões favoráveis do STF e do STJ, visando garantir uma interpretação uniforme e evitar discussões sobre questões já decididas pelos tribunais superiores.
Outra mudança importante garante a possibilidade de pareceres jurídicos na interpretação da legislação tributária e aduaneira, não restringindo essa função apenas às soluções de consulta da administração tributária. Ferreira enfatiza que essa alteração é crucial para a segurança jurídica, pois a interpretação das normas tributárias deve ser realizada a partir de múltiplas perspectivas institucionais, promovendo decisões mais equilibradas para o Estado e os contribuintes.
Fonte: VEJA
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