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O estado já destinou mais de R$ 10 bilhões a hospitais filantrópicos e ampliou o programa para unidades municipais.
O governo de São Paulo está desembolsando até três vezes o valor da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) para financiar cirurgias cardíacas em santas casas e hospitais filantrópicos. Essa medida faz parte da Tabela SUS Paulista, implementada em 2024, com o objetivo de corrigir a defasagem nas remunerações federais e aumentar a oferta de serviços.
Por exemplo, para a correção da tetralogia de Fallot, uma cardiopatia congênita rara, o valor pago pelo estado sobe de R$ 22,4 mil para R$ 70,7 mil, um aumento de 215%. A angioplastia coronariana com colocação de stent também recebe um complemento significativo, passando de R$ 1,9 mil para R$ 6,2 mil. Além disso, a ablação de fibrilação atrial aumenta de R$ 8,2 mil para R$ 25,9 mil e a ponte de safena, que tem um complemento de 80%, eleva o pagamento de R$ 14,2 mil para R$ 25,6 mil.
A Tabela Paulista também inclui internações e tratamentos clínicos, como o atendimento ao infarto agudo do miocárdio, que passa de R$ 588 para R$ 1,8 mil, e o tratamento de insuficiência cardíaca, que sobe de R$ 699 para R$ 2,2 mil. Exames como eletrocardiograma e ecocardiograma têm até 100% de complementação.
Desde o início do programa, mais de R$ 10 bilhões foram destinados a cerca de 800 instituições, contribuindo para a reativação de 8,4 mil leitos e a realização de aproximadamente 3,5 milhões de cirurgias. O número de cirurgias eletivas no SUS estadual aumentou de cerca de 700 mil em 2022 para 1,3 milhão em 2025, o maior número já registrado. As cirurgias oftalmológicas, por sua vez, cresceram quase 40%, totalizando mais de 467 mil procedimentos no ano passado.
Inicialmente voltada para entidades filantrópicas, a Tabela SUS Paulista foi expandida em maio deste ano para mais de 100 hospitais municipais em cerca de 70 cidades. O pagamento adicional é realizado pelo Tesouro estadual para cada procedimento, visando mitigar o desequilíbrio financeiro das unidades que atendem pelo SUS.
Fonte: VEJA
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