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Entidades se manifestaram em defesa do ministro do STF após ofensas do presidente argentino.
Entidades representativas de juízes e advogados se mobilizaram em apoio ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o presidente da Argentina, Javier Milei, referir-se a ele como "lixo careca" durante a convenção do PL em São Paulo, onde foi anunciada a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência.
As manifestações são vistas como uma tentativa de classificar a ofensa como um ataque institucional ao Judiciário. O STF divulgou os posicionamentos em seu site oficial. Milei criticou Moraes por ter barrado uma visita sua ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses em prisão domiciliar devido a um esquema golpista.
A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) respondeu, afirmando que "uma decisão pode ser questionada de muitas formas legítimas. Substituir o argumento pela ofensa não é uma delas". Por outro lado, a Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho enfatizou que, independentemente de opiniões políticas, "ataques pessoais, ofensas e manifestações que contribuam para o acirramento de tensões" são incompatíveis com o diálogo diplomático.
A Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) declarou que "manifestações de autoridades estrangeiras que busquem desacreditar ou deslegitimar a atuação do Poder Judiciário brasileiro" são incompatíveis com o respeito devido às instituições de um Estado soberano e aos princípios que regem as relações internacionais.
O Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP) destacou a importância do "respeito às instituições da República e à independência do Poder Judiciário" como fundamental para a convivência entre Estados soberanos.
Fonte: VEJA
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