Quatro ex-primeiras-damas são eleitas para o Senado em 2027
Por Redação
05/10/2026 às 11:24
Atualizado em 05/10/2026 às 13:00

Foto: VEJA
Das doze mulheres eleitas, quatro são esposas de políticos que nunca ocuparam cargos públicos antes.
Das doze mulheres que conseguiram uma vaga no Senado nas eleições de 2026, quatro têm um histórico peculiar: são ex-primeiras-damas que, até a vitória nas urnas no último domingo, 4, não haviam ocupado cargos eletivos. Elas iniciarão suas carreiras políticas em 2027, assumindo uma das funções mais influentes do país.
Michelle Bolsonaro (PL-DF), esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi a mais votada da história do Distrito Federal, recebendo 938.496 votos. Ela concorreu na chapa da governadora reeleita Celina Leão (PP). Embora nova na política, Michelle já era bastante conhecida por sua atuação nas articulações do clã Bolsonaro e foi a primeira presidente nacional do PL Mulher em 2023. Antes de ser primeira-dama, trabalhou por quatro anos como assessora de deputados federais, incluindo de seu futuro marido.
Gracinha Caiado (União-GO), conhecida como Maria das Graças Landim Caiado, é esposa do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). Ela foi eleita com 1.458.522 votos, superando a votação do marido quando ele se elegeu senador em 2014. Gracinha, que é produtora rural, conheceu Ronaldo na década de 1980, durante uma reunião da União Democrática Ruralista (UDR). Embora sem experiência em cargos eletivos, acompanhou a carreira do marido como deputado, senador e governador.
Rayssa Furlan (Podemos-AP) é casada com Antônio Furlan (PSD), ex-prefeito de Macapá. Com 264.799 votos, ela conquistou uma cadeira no Senado no mesmo pleito em que o marido foi eleito governador do Amapá. Em 2022, Rayssa já havia tentado uma vaga no Senado pelo MDB, mas terminou em segundo lugar. A vitória do casal Furlan foi um golpe para figuras políticas tradicionais no Amapá, como o senador Randolfe Rodrigues (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil).
Marina JHC (PSDB-AL), cujo nome real é Marina Antunes Candia e Figueiredo, é esposa de João Henrique Caldas (PSDB), ex-prefeito de Maceió. Usando a alcunha do marido, ela recebeu 926.860 votos e se tornou senadora, com a sogra Eudócia Caldas (PSDB) como primeira suplente. O "Casal JHC" também frustrou os planos de Renan Calheiros (MDB), que perdeu a reeleição para Marina e para Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara. O filho de Renan, Renan Filho (MDB), tentou o governo de Alagoas, mas foi derrotado por JHC no primeiro turno.
Fonte: VEJA
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