PT minimiza impacto de investigações sobre Lulinha na campanha de Lula
Por Redação
31/07/2026 às 16:30

Foto: VEJA
Éden Valadares, chefe de comunicação do PT, diz que postura de Lula é diferente da de Bolsonaro.
O secretário nacional de comunicação do PT, Éden Valadares, comentou na sexta-feira os possíveis efeitos do "caso Lulinha" na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que será oficialmente lançada neste domingo. Na quinta-feira, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a abertura de um inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por supostos crimes de tráfico de influência e corrupção relacionados a negócios com o Ministério da Saúde.
Valadares afirmou que a posição de Lula demonstra uma clara diferença em relação à postura da família Bolsonaro. Ele destacou que o presidente afirmou que, em caso de acusações contra seu filho, não haverá privilégios. "O presidente Lula disse em alto e bom som: ‘Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como o filho de qualquer pessoa. Não haverá nenhum privilégio’", comentou.
Ele contrastou essa atitude com a de Jair Bolsonaro, que teria interferido em investigações para proteger seu filho Flávio. "Enquanto Jair mandou abafar investigações, Lula manda investigar. Sem proteção ou privilégios para ninguém", completou.
Em uma entrevista ao podcast Inteligência Ltda, Lula também abordou a situação de seu filho, afirmando que, se Lulinha errar, ele terá que arcar com as consequências. "Se ele tiver certo, ele vai ter ajuda minha. Se ele fizer a coisa errada, ele sabe o que eu passei. Ele sabe que a minha mulher morreu por causa da desgraça da Lava-Jato", declarou o presidente.
Fonte: VEJA
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