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Prisão de gêmeas acusadas de homicídios é mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo
Prisão de gêmeas acusadas de homicídios é mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo
Por Redação
30/09/2026 às 16:48

Foto: VEJA
As irmãs são acusadas de envenenar quatro pessoas entre janeiro e maio de 2022.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu manter a prisão preventiva das irmãs gêmeas Ana Paula e Roberta Cristina Veloso Fernandes, acusadas de assassinar quatro pessoas por meio de envenenamento em São Paulo e no Rio de Janeiro. As duas estão detidas desde o ano passado.
Segundo o desembargador Otavio de Almeida Toledo, relator do caso, não foram encontrados motivos para considerar a prisão ilegal ou violar direitos constitucionais das acusadas. A defesa argumentou que não há justificativas para a manutenção da prisão, além de afirmar que não apresentaram comportamento que representasse risco à ordem pública ou à instrução do processo. O pedido de liberdade foi negado no dia 25 de setembro.
Em sua análise, o desembargador destacou que a liberdade das irmãs poderia prejudicar a continuidade do processo, já que elas poderiam interferir nas testemunhas. Além disso, foi mencionado que as gêmeas tentaram dificultar as investigações e não apresentam vínculos sólidos com o local dos crimes.
No dia 22 de setembro, a Justiça de primeira instância em Guarulhos também revisou o pedido de liberdade e decidiu pela manutenção da prisão, com base em evidências concretas sobre a gravidade dos crimes, incluindo a prática de homicídios qualificados e o risco de interferência no processo.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os crimes ocorreram entre janeiro e maio de 2022. O primeiro caso registrado foi em janeiro, quando as irmãs teriam envenenado Marcelo Hari Fonseca. Em abril, Roberta teria ajudado Ana Paula a envenenar Maria Aparecida Rodrigues e, em outro incidente, Neil Correa da Silva. Por último, em maio, Hayder Mhazres também foi vítima das gêmeas.
A defesa de Ana Paula argumentou que as acusações se baseiam em indícios fracos e que a promulgação da denúncia contém exageros. Roberta também solicitou a revogação da prisão e pediu a absolvição, alegando que as provas contra ela são insuficientes e se baseiam em suposições.
Fonte: VEJA
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