Policiais na mira de operação contra tráfico do Comando Vermelho
Por Redação
22/09/2026 às 09:21

Foto: VEJA
A Operação Icarus, realizada no dia 22, investiga PMs que apoiavam a facção e coletavam dinheiro do tráfico.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou na terça-feira, 22, a Operação Icarus, que tem como alvo um dos principais canais de fornecimento de drogas do Comando Vermelho (CV). A operação cumpre mandados de prisão e de busca em diversos estados, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Alagoas.
Entre os alvos estão os policiais militares Claudio Tavares da Silveira e Diego Portella Batista, acusados de fornecer apoio armado à facção criminosa e de participar da distribuição de drogas, além de coletar valores provenientes do tráfico.
A ação é coordenada pelo Serviço de Investigações Complexas da Corregedoria-Geral (SIC/CGPOL) e pela Subsecretaria de Inteligência (SSINTE), com o suporte do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Ministério Público, da Corregedoria da Polícia Militar, da Polícia Penal, e das polícias civis dos estados envolvidos.
O principal alvo da operação, Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, conhecido como “Boss”, foi preso em Maceió, Alagoas, no dia anterior à operação. Laércio é considerado o fornecedor de drogas e um dos principais articuladores da estrutura criminosa, com ligação direta aos líderes do CV.
As investigações tiveram início após a apreensão de registros de contabilidade do tráfico pertencentes a Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, conhecido como “My Thor”, uma das lideranças do CV. Nesses documentos, foram encontrados pagamentos realizados por “My Thor” a “Boss”. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou denúncias contra 15 pessoas, incluindo Laércio e os dois PMs, além de outros indivíduos envolvidos na logística e transporte das drogas.
Os denunciados também incluem Petterson Suzuki Marques Trindade, conhecido como “Pet”; Rafael de Menezes Faustino, o “Alemão”; Renato Ivo de Oliveira; e Felipe Santos de Oliveira, que eram responsáveis pela logística e cobrança de valores do tráfico. Outros envolvidos na rede de distribuição de drogas no Rio são Pedro Henrique Mesquita da Silva, o “Tiquinho”; Thiago Claudio Duarte Chagas, o “Cabeça”; Matheus Eduardo Tentempo Lima, o “Dourado”; Anderson Santanna da Silva, o “Gão”; Anderson Adriano de Oliveira, o “Dnort”; e Bruno de Lemo Garcia, o “Bruninho”. Alsuece Alves de Assis, o “Sussu”, e Simone Alexandrino atuavam como laranjas na operação.
Fonte: VEJA
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