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Requião Filho, deputado estadual, contará com apoio de PT, PV e da federação PSOL-Rede; vice ainda não foi definido.
No dia 25 de março, o PDT formalizou a candidatura do deputado estadual Requião Filho ao governo do Paraná durante a convenção estadual do partido, que ocorreu em Curitiba. Requião Filho, que preside o PDT no estado, se posicionou como opositor à administração do governador Ratinho Júnior (PSD).
Entre as propostas apresentadas estão a revisão das privatizações no estado, a diminuição de impostos e o aumento de investimentos em infraestrutura, educação e suporte aos pequenos e médios produtores rurais. O candidato afirmou: "Vamos retomar as empresas públicas que foram vendidas, deixando o custo do Paraná muito caro; investimentos de verdade na infraestrutura com planejamento, não obras esparsas perdidas pelo Paraná, que não se comunicam; devolver alegria para a sala de aula, reduzir impostos, gerando emprego e, é lógico, ajudar o homem do campo, o pequeno e o médio agricultor, que foi esquecido por este governo e tantos outros".
Entretanto, Requião Filho não especificou quais empresas poderiam ser reestatizadas, quais impostos seriam reduzidos ou os efeitos financeiros dessas medidas. O nome do candidato a vice-governador ainda não foi revelado. A apresentação dos candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados, assim como a confirmação das coligações, está agendada para o dia 5 de agosto.
O deputado também anunciou o apoio do PDT à candidatura da deputada federal e ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) para o Senado, onde serão eleitos dois senadores por estado. A candidatura de Requião Filho conta com o respaldo do PT, do PV e da federação formada por PSOL e Rede. Em nível nacional, o PDT decidiu apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Requião Filho, nascido em Curitiba e conhecido como Maurício Thadeu de Mello e Silva, tem 46 anos e cumpre seu terceiro mandato consecutivo como deputado estadual. Ele é filho do ex-governador e ex-senador Roberto Requião. Formado em Direito pelo Centro Universitário de Brasília e com especialização em Políticas Públicas, iniciou sua trajetória política em 2014, quando foi eleito pelo PMDB, atual MDB, com 50.167 votos. Reeleito em 2018 com 82.652 votos e novamente em 2022, já filiado ao PT, obteve 85.674 votos. Ao longo de sua carreira, atuou como líder da oposição e presidiu a Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais. Em maio de 2025, trocou o PT pelo PDT e atualmente preside o partido no Paraná, além de ser terceiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.
As convenções partidárias devem ser realizadas até 5 de agosto, e as legendas têm até 15 de agosto para registrar seus candidatos na Justiça Eleitoral. A campanha começará oficialmente em 16 de agosto, e o primeiro turno das eleições será em 4 de outubro.
Fonte: VEJA
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