MP do Rio processa sete ex-servidores de Carlos Bolsonaro por improbidade
Por Redação
23/07/2026 às 13:43

Foto: VEJA
O Ministério Público do Rio de Janeiro move ação de improbidade contra ex-funcionários do gabinete de Carlos Bolsonaro, que não figura entre os processados.
O Ministério Público do Rio de Janeiro ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra sete ex-servidores que atuaram no gabinete de Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal. Esses indivíduos são investigados por suposto envolvimento em um esquema de "rachadinha" que teria ocorrido durante os sete mandatos do ex-vereador, de 2005 a 2021.
Embora Carlos Bolsonaro não esteja entre os processados, os promotores demandam a devolução de R$ 1,9 milhão, montante que teria sido desviado dos cofres públicos. A investigação aponta que Jorge Luiz Fernandes, ex-chefe de gabinete, seria o principal responsável e beneficiário dos desvios, com sua esposa, Regina Célia Sobral Fernandes, também sendo citada na ação.
Os documentos revelam que funcionários fantasmas alocados no gabinete devolviam a maior parte de seus salários. Além da ação civil, um processo criminal por organização criminosa e peculato está em andamento na Justiça do Rio, ambos sob sigilo.
Carlos Bolsonaro é alvo de um inquérito distinto. Inicialmente, o MP não encontrou evidências de sua participação no esquema, mas o caso foi reaberto em fevereiro após a Procuradoria-Geral de Justiça identificar falhas na investigação anterior.
Fonte: VEJA
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