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Mario Frias é citado em investigação por suposto esquema de desvio de recursos públicos
Mario Frias é citado em investigação por suposto esquema de desvio de recursos públicos
Por Redação
13/09/2026 às 11:55

Foto: VEJA
O deputado federal é mencionado em decisão do STF que aponta indícios de sua participação em um esquema criminoso.
O deputado federal Mario Frias é destacado na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), como uma figura central em uma investigação sobre um alegado esquema de desvio e ocultação de recursos públicos. O ministro determinou a liberação do sigilo de documentos enviados pela Justiça de São Paulo sobre a produtora Go Up, que trabalhou no filme "Dark Horse", relacionado a Jair Bolsonaro.
Dino indica que há indícios de um sistema delitivo único, que envolve emendas parlamentares federais e recursos da Prefeitura de São Paulo. No entanto, ele enfatiza que as conclusões sobre Frias ainda são preliminares e baseadas em hipóteses investigativas.
A investigação ganhou foco em Frias devido a movimentações financeiras que ligam o deputado a diversas entidades e empresas, como a Complexsys e o Instituto Conservação Brasil (ICB). Os investigadores sustentam que as transações entre essas partes não se justificam como relações de negócios independentes.
De acordo com documentos da Polícia Federal, a Complexsys, contratada pelo ICB para projetos financiados com verba pública, teria recebido transferências do deputado, ao mesmo tempo que devolvia valores ao instituto. Acredita-se que isso configure um "circuito financeiro fechado", associado a práticas de circulação e reintrodução de valores entre os envolvidos.
Sobre a empresa Go Up, a investigação aponta que as transferências feitas por Frias seriam incompatíveis com sua renda declarada e saldos bancários. Isso sugere que ele não seria apenas um autor de emendas que foram desviadas posteriormente por outros.
A análise da Polícia Federal indica que as ações de Frias o colocam como um "participante ativo" na estrutura financeira investigada. O deputado, segundo a investigação, estaria envolvido em operações que não condizem com sua capacidade econômica e com pessoas do núcleo sob análise.
Na decisão, Dino menciona que há repetidas referências ao deputado Mario Frias em atividades delituosas, sugerindo que ele poderia exercer uma função de liderança em um possível esquema criminoso. A Polícia Federal acredita que os elementos coletados apontam para uma única organização criminosa dedicada ao desvio e ocultação de recursos públicos.
Além disso, a investigação faz alusão a ligações com a facção criminosa PCC, o que, segundo Dino, poderia implicar uma dimensão interestadual nos fatos investigados. No entanto, não há conclusões definitivas sobre a participação do deputado ou de outros suspeitos em relação à facção.
A inclusão de Mario Frias no escopo da investigação é um dos motivos que levaram o caso ao STF, onde, segundo Dino, a supervisão é necessária devido a indícios concretos de sua participação nos crimes apurados. O objetivo é evitar visões parciais sobre a estrutura criminosa e minimizar o risco de duplicidade nas diligências.
Fonte: VEJA
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