Maria Flor fala sobre desafios da adolescência e papéis de gênero
Por Redação
31/08/2026 às 11:00

Foto: VEJA
A atriz Maria Flor, de 42 anos, discute questões sobre redes sociais e desafios enfrentados por adolescentes em entrevista.
Maria Flor, com 42 anos, participou do programa semanal da coluna GENTE, onde abordou suas convicções e experiências pessoais. Conhecida por seu papel como Tina no remake de "Cabocla" (2004) e por sua atuação na série "Aline" (2009–2011), ela atualmente divide o palco da peça "O Filho", no Teatro do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. A produção trata das dificuldades que um adolescente de 16 anos enfrenta ao lidar com a depressão e a separação dos pais.
Flor ressaltou a crescente preocupação com o sofrimento dos jovens, muito influenciado pelas redes sociais. Ela acredita que a pressão para se encaixar em padrões de beleza e comportamento pode ser devastadora durante a adolescência. "É muito difícil esse processo de amadurecimento. A peça me toca profundamente, pois reflete sobre questões que também me afetam", comentou.
A atriz defendeu a necessidade de monitoramento do uso das redes sociais por crianças e adolescentes, enfatizando que os pais devem estar cientes do que seus filhos consomem na internet. "Meu enteado, por exemplo, é o único da turma sem celular, e isso gera uma pressão social", contou.
Flor também se posicionou a favor da regulamentação das redes sociais, afirmando que o uso excessivo pode levar a uma sensação de descontrole. "Eu gostaria que houvesse limites, e isso é ainda mais importante para os jovens, que não têm a maturidade necessária para lidar com essas ferramentas", disse.
Embora nunca tenha enfrentado depressão, a atriz reconhece a importância de buscar ajuda profissional para aqueles que passam por essa condição. Ela compartilhou que, em sua casa, frequentemente discute temas relacionados à saúde mental, dado que seu marido e sua sogra são psicanalistas.
Sobre seu papel na série "Aline", Maria Flor lembrou que a personagem era uma jovem livre, sem preocupações com normas sociais, e destacou a importância dessa representação para os jovens da época.
Flor também comentou a crise de masculinidade que afeta a sociedade, mencionando que é necessário refletir sobre os papéis de gênero. Para ela, o ideal é que homens e mulheres possam escolher livremente seus caminhos, sem se limitarem a estereótipos.
A atriz expressou que, como mulher, enfrenta desafios diários, desde a escolha de roupas até a segurança ao andar na rua. "Deixo de fazer muitas coisas por ser mulher. Estou sempre atenta às situações de vulnerabilidade", afirmou.
Além disso, Maria Flor falou sobre o livro que escreveu com seu marido, intitulado "O Amor Ainda Possível", que surgiu a partir da troca de cartas durante uma fase difícil no relacionamento. A obra reflete sobre a importância da comunicação em momentos desafiadores.
O programa da coluna GENTE vai ao ar toda segunda-feira, disponível no canal VEJA+ no YouTube e em outras plataformas de streaming.
Fonte: VEJA
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