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Mãe Loira do Funk é presa por tortura após tentar despistar a polícia

Mãe Loira do Funk é presa por tortura após tentar despistar a polícia

Por Redação

29/09/2026 às 12:09

Mãe Loira do Funk é presa por tortura após tentar despistar a polícia

Foto: VEJA

Verônica Costa, a ex-vereadora conhecida como 'Mãe Loira do Funk', foi condenada a 10 anos e 8 meses de prisão por torturar o ex-marido em 2011.

A ex-vereadora Verônica Costa, popularmente chamada de "Mãe Loira do Funk", foi detida em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira, 24, após trocar de celular para evitar a polícia. Ela cumpre uma pena de 10 anos e 8 meses de prisão em regime fechado, condenada por torturar seu ex-marido, Márcio Costa, em fevereiro de 2011.

Durante as investigações, a polícia encontrou duas caixas de celulares vazias na primeira residência onde Verônica se escondeu. Na tentativa de escapar, ela desativou seu celular anterior e começou a usar novas linhas, além de trocar de veículos para dificultar seu rastreamento. Os aparelhos foram encontrados com ela no momento da prisão em um sítio localizado em Araras, no 2º distrito de Petrópolis.

O mandado de prisão foi emitido pela Justiça do Rio de Janeiro após o esgotamento das possibilidades de recurso, fazendo com que o processo transitasse em julgado. A polícia havia tentado cumprir a ordem na casa de Verônica, localizada na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, mas ela não estava presente.

De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), em 2011, Márcio foi atraído para o quarto do casal, onde foi amordaçado, vendado e teve as mãos amarradas por Verônica e seus familiares. Ele foi mantido em cárcere privado, ameaçado e torturado devido a um suposto caso extraconjugal e desvio de verbas da campanha eleitoral. As torturas incluíam borrifar inseticida em seu rosto, jogar gasolina em seu corpo e submergir sua cabeça em água.

Em 2019, Verônica foi condenada a 5 anos e 10 meses de prisão, mas em 2023, depois de um recurso do MPRJ, sua pena foi aumentada para 10 anos e 8 meses. Os desembargadores também mantiveram sua perda de mandato. Outros envolvidos no caso, como seu irmão Bruno Chaves Ribeiro, também receberam pena de 10 anos e 8 meses, enquanto Tatiane Chaves Ribeiro, seu marido Bruno Marcelo Bahia Marques e o padrasto Sebastião de Oliveira Evangelista foram condenados a 10 anos. Evangelista permanece foragido.

Fonte: VEJA

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