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Investigação sobre Lulinha pode impactar eleições, mas efeito será limitado, diz especialista
Investigação sobre Lulinha pode impactar eleições, mas efeito será limitado, diz especialista
Por Redação
31/07/2026 às 13:58

Foto: VEJA
Cientista político Rubens Figueiredo analisa que a nova investigação envolvendo o filho de Lula pode não alterar as intenções de voto, devido à consolidação das opiniões dos eleitores.
A abertura de uma nova investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, pode ser utilizada pelos opositores durante a campanha eleitoral, mas seu efeito sobre as intenções de voto tende a ser limitado. Essa é a análise do cientista político Rubens Figueiredo, que discutiu o tema no programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol.
Na última sexta-feira, 31, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou um inquérito que investiga suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha. O filho do presidente já enfrentava outra investigação relacionada a descontos indevidos do INSS e sua suposta conexão com um empresário conhecido como "Careca do INSS". A Polícia Federal encontrou evidências que justificaram a nova apuração.
Em relação à investigação, Lula defendeu que seu filho não terá tratamento privilegiado e será investigado normalmente se houver suspeitas de irregularidades, deixando claro que não haverá interferência do governo.
Figueiredo salientou que a trajetória pública longa de Lula cria uma relação peculiar com seus eleitores, que já têm opiniões formadas sobre o presidente. Ele acredita que, devido a crises e escândalos passados, novas informações sobre Lula não devem causar grandes mudanças na percepção do eleitorado.
Além disso, a rejeição elevada de Lula e de Flávio Bolsonaro, que possuem índices semelhantes de desaprovação, cria barreiras para alterações significativas nas pesquisas. O especialista observou que novos escândalos tendem a reforçar opiniões já existentes, sem necessariamente provocar transferências de votos.
Outro aspecto destacado por Figueiredo é a "anestesia" do eleitorado em relação a escândalos políticos, resultante do acúmulo de investigações que diminuem a capacidade de cada novo caso de atrair atenção isoladamente. Ele enfatizou que, mesmo que a nova investigação represente um problema para a campanha de Lula, isso não deve resultar em mudanças expressivas nas intenções de voto.
Portanto, o desafio para os adversários de Lula será transformar esse episódio em uma oportunidade para alterar percepções eleitorais que permanecem firmemente estabelecidas.
Fonte: VEJA
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